A Voz do Povo é a Voz de Deus – Bolo de 3 Leches ao Rum e Caramelo

Este bolo é o favorito do meu marido. Mas não o que eu preparo!…

Ele comeu uma versão preparada pela chef de cozinha da antiga empresa onde ele trabalhava, lá no México, e nunca mais se esqueceu (espero que só do bolo!!!) 😀 Já reproduzi várias vezes, mas ele sempre tem uma opinião sobre as minhas versões. Na verdade, não são só as minhas versões que ele palpita. Fomos jantar no La Central – excelente restaurante de comida mexicana, à propósito – e a sobremesa foi um bolo 3 Leches que não passou no teste do gourmand!

Resolvi, então, botar o bolo na boca do povo! No fim de semana participei de um encontro de blogueiras de São Paulo e Interior e preparei uma versão caprichada do bolinho. Fiz bolinhos individuais para que todos tivessem a chance de provar. Assim que cheguei as marmitinhas começaram a circular pelo evento e muita gente veio atrás de mim perguntando se eu era a dona das marmitinhas que em questão de minutos desapareceram da mesa… Eram 80!

E o meu whatsapp não parou de apitar solicitando a receita urgentemente no blog. Taí, acho que a voz do povo é a voz de Deus! 😉

Bolo 3 Leches ao Rum com Caramelo e Flor de Sal (Rende 20 bolinhos de 120ml ou uma assadeira de 23cm x 33cm x 5cm)

**Este bolo precisa descansar um mínimo de 8 horas antes de ser servido**

Marmitinhas caprichadas para agradar o paladar e os olhos das amigas blogueiras :)

Marmitinhas caprichadas para agradar o paladar e os olhos das amigas blogueiras 🙂

Ingredientes:

5 claras de ovos grandes, à temperatura ambiente

1/8 colher de chá de sal

1 xícara de açucar

1 e 1 / 2 xícaras de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento químico em pó

3 gemas grandes temperatura ambiente

1/3 de xícara de óleo vegetal

1/2 xícara de água

2 colheres de chá de essência de baunilha

1 lata leite condensado

1 caixinha de creme de leite

a mesma medida de leite integral

3 colheres de sopa de rum escuro

1 xícara de manteiga

1 xícara de açúcar

1 xícara de creme de leite

1 colher de chá de extrato de baunilha

1 colher de sopa de flor de sal

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Na tigela da batedeira com o batedor de claras, combine as claras e o sal. Bata em velocidade média até que comecem a formar uma espuma branca e ter picos macios. Aumente a velocidade para médio alto e adicione 1/4 de xícara de açúcar em um fluxo lento. Continue batendo as claras até que fiquem brilhantes e mantenham picos firmes. Reserve.

Picos firmes e clara parecendo isopor. este é o ponto!

Picos firmes e clara parecendo isopor. Este é o ponto!

Em outra tigela (eu uso a mesma, pois só tenho uma! Retiro as claras e guardo em outro bowl até usá-las) misture a farinha, 3/4 xícara restante do açúcar e o fermento em pó. Misture em velocidade baixa, por alguns segundos, somente para que se integrem.

Misture as gemas, o óleo, a água e a baunilha em uma tijelinha até combinar. Adicione esta mistura à mistura da farinha e bata em velocidade média por um minuto para aerar a massa. Este é um bolo chiffon por isso é importante para que ele fique bem fofo que a mistura não seja batida demais, senão ficará pesado. Raspe as laterais da tigela com uma espátula e bata por alguns segundos mais.

Com uma espátula maleável, de preferência de silicone, adicione 1/4 das claras em neve à massa e misture com muito cuidado raspando o fundo da tigela com a espátula e incorporando as claras. Não queremos perder o volume das claras em neve. Isso manterá nosso bolo fofo e aerado. Junte mais 1/4 das claras e misture. Repita esta operação até acabar com as claras.

Com amor e paciência incorpore as claras à massa do bolo.

Com amor e paciência incorpore as claras à massa do bolo.

Coloque a massa em uma assadeira retangular SEM UNTAR*, ou em 20 mini marmitinhas de 120ml. Para que os bolinhos tenham a mesma medida eu uso uma colher de sorvete. Asse o bolo por cerca de 40 minutos, ou 20 minutos para os mini bolinhos ou até que estejam ligeiramente dourados. Deixe o bolo esfriar por uns 2 minutos. Depois inverta quatro copos (ou apoios) na bancada e apoie a assadeira, de ponta cabeça, sobre eles.

E os bolinhos estão prontos para esfriarem no "estilo morcego".

E os bolinhos ainda estufados depois de esfriarem no “estilo morcego”.

*Descobri que um bolo chiffon precisa esfriar de cabeça para baixo para não murchar!

Enquanto o bolo esfria misture o leite condensado, o creme de leite, o leite integral e o rum até obter uma mistura homogênea. Fure o bolo com um espeto ou garfo e regue com esta mistura. Vai parecer muita, mas tenha certeza de que absorverá e ficará deliciosamente molhado. Cubra com filme plástico e deixe o bolo na geladeira por, no mínimo 8 horas. Eu costumo deixar “dormir” na geladeira.

Para a calda de caramelo, misture o açúcar e a manteiga em uma panela e cozinhe em fogo médio até que o açúcar derreta e a misture fique com uma cor âmbar profunda.

Com muito cuidado, pois a mistura fará uma espuma e poderá espirrar e queimar, junte o creme de leite e a baunilha mexendo vigorosamente. Cozinhe até engrossar e cobrir as costas da colher. Esta calda rende cerca de 400ml. Se você achar muito para o bolo pode guardar na geladeira e utilizar como doce de leite. Eu acho até pouco! 😉

Caramelo nunca é demais para um bolo tão delicioso!

Caramelo nunca é demais para um bolo tão delicioso!

Cubra o bolo com a calda de caramelo e polvilhe com a flor de sal. Deixe esfriar e sirva. Eu adoro geladinho!

DICAS:

  1. Se você não quiser fazer a calda de caramelo pode usar 1 lata de doce de leite misturada com 1/4 de xícara de água quente.
  2. Outra opção de cobertura – e a mais tradicional – é creme de leite fresco batido em ponto de chantilly com um toque de baunilha.

#Doce Hora [Pipoca de Caramelo e Chocolate]

Amanhã acaba o horário de verão que vigora em alguns estados do país. Este horário sempre gera uma grande controvérsia. Tem gente que adora ficar até mais tarde na rua, com a sensação de que ainda é cedinho; mas para outros, levantar no dia seguinte parecendo que ainda é madrugada… Uffff, não é muito agradável!

Para mim, o melhor de tudo é ganhar uma hora a mais no dia em que o horário acaba! 1 hora inteira para fazer o que quiser! Eu confesso que adoro dormir até mais tarde. Mas este ano quero fazer a diferença com esta hora gratuita! Que tal se este “presente” fosse compartilhado com alguém?? É uma boa?? Então veja só que bacana a ideia da Cia. União.

“Nosso objetivo é dividir com o público nossa crença que através de pequenos gestos e da união de pessoas e propósitos, podemos fazer um mundo mais doce, um mundo melhor. A Doce Hora convida as pessoas a fazerem a diferença nessa uma hora que ganhamos no dia 21 de fevereiro. Com o tempo tão escasso, porque não aproveitamos este dia que terá 25 horas para aproveitar esse tempo extra para ler para alguém, preparar um doce especial e surpreender seu vizinho ou colega, compartilhar algo que você saiba fazer ou cuidar de um jardim? Explica a Christina Larroudé, gerente de marketing de União.

Para convocar o público para a Doce Hora a marca aposta em um vídeo para explicar a proposta, criado pela Leo Burnett Tailor Made, e diversas ações nas redes sociais durante todo período. “E no dia 21/02, durante a Doce Hora, União vai doar 60 receitas, uma por minuto, e durante todo o dia vamos interagir com os usuários, trazendo sugestões de ações e locais para quem quiser participar aderir ao movimento. Além disso, todos poderão acompanhar ao vivo no nosso site e nas redes sociais as ações de algumas pessoas que aceitaram o nosso convite e dividiram a sua #DoceHora através das redes sociais.”, completa Christina.

No vídeo abaixo é possível ter uma idéia do quão bacana é esta campanha e como podemos fazer a diferença!

E, se você, como eu vai doar uma hora doce para alguém, deixo aqui uma receitinha que só leva 15 minutinhos para ficar pronta. Os outros 45 gaste dividindo com quem precisa de mais amor e doçura!

Pop Caramel Corn (Serve 4)

"Por Um Mundo Mais Doce"

“Por Um Mundo Mais Doce”

Ingredientes:

6 xícaras de pipoca

1 xícara de castanhas, a gosto (eu usei amendoim e amendôas, pois era o que eu tinha!!!!)

1/2 xícara de açúcar mascavo escuro

1/2 xícara de manteiga sem sal

1/4 xícara de mel (eu usei xarope de bordo)

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

1/2 xícara de gotas de chocolate meio amargo (ou qualquer outro chocolate que tenha no armário)

Modo de Preparo:

Pre aqueça o forno a 130 graus. Espalhe a pipoca  e as castanhas em uma assadeira e leve ao forno. Este procedimento deixará a pipoca mais crocante.

Em uma panela grande misture o açúcar, manteiga e o mel. Deixe ferver em fogo lento, aproximadamente 8 minutos. Retire a panela do fogo e acrescente o bicarbonato de sódio. Muito cuidado pois fará uma espuma que subirá.

Retire a pipoca do fono e acrescente na panela misturando bem para que toda a pipoca fique coberta pelo caramelo.

Despeje em uma bancada untada com manteiga ou sobre silpat® ou ainda sobre papel manteiga de boa qualidade. Alguns grudam…

Derreta o chocolate em banho maria ou microondas. Eu uso o microondas em potencia média em intevalos de 30 segundos até estar totalmente derretido. Faço em uma jarra medidora de vidro pois assim que estiver derretido já despejo em movimentos zig-zag sobre a pipoca. Deixe esfriar  e quebre em pedacinhos para compartilhar esta delícia durante a sua #DoceHora!

Esta é mais uma das 60 receitas, uma por minuto. Não perca!

Esta é mais uma das 60 receitas, uma por minuto. Não perca!

DICA:

  1. A pipoca poderá ser feita no microondas também. Em uma tigela refratária coloque 4 colheres de sopa de milho para pipoca, 4 colheres de sopa de agua e uma pitada de sal. Cubra com filme plástico, faça furinhos para sair o vapor e leve ao microondas na potência máxima por 4 minutos. Cuidado ao retirar o plástico pois estará muito quente e o vapor pode te queimar.
#docehora

#DoceHora

Histórias Cruzadas [Bolinhos de Chuva da Tia Anastácia]

Hoje não estava nos meus planos escrever, muito menos cozinhar logo cedo. Mas a chuva me “prendeu” em casa. Vários fatores conjuminaram para este post e para esta receita, além da chuva, para ser bem sincera.

Ontem meu filho foi ao estádio de futebol ver o time do coração e voltou muuuito tarde. Eu desaprovo, mas o pai – também um torcedor “roxo”, quer me convencer de o ato de levá-lo ao estádio no meio da semana, em dia de escola, voltar de madrugada, também está ajudando a formar “o homem” que ele será. Ã??? Será que eu estou tão por fora assim? Ou sou tão radical? Não sei. O que sei é que tinha uma criança envolvida num sono profundo as 8 da manhã e muita chuva caindo lá fora. Dá pra ser mais gostoso? Sim, dá!

Na segunda-feira recebi uma doação bacana de muitos livros, dentre eles de culinária, turismo, moda e saí pela cidade distribuindo este presente. Os livros de culinária – confesso que fiquei com dois, mas 1 será um presente – fui entregar na sede do Instituto Chefs Especiais, que é uma instituição incrível onde chefes de cozinha, voluntariamente, dão aulas para pessoas com síndrome de Down. (Clique no link para saber mais sobre este trabalho especial que a Simone o Márcio fazem por lá)

Ao tirar uma das caixas do carro, uma revista caiu em cima dos meus pés. Coloquei-a de volta na caixa e ao entregar a caixa para o pessoal do instituto esta mesma revista caiu novamente, mas desta vez aberta na página da receita que hoje divido com vocês. Achei que a revista deveria ser minha. Até porque neste momento chovia muito!

E é aí que as histórias todas se cruzam! Por que não preparar estes deliciosos bolinhos de chuva para o café da manhã do meu “homenzinho em formação” que dorme profundo nesta manhã chuvosa?

Lá fui eu para a cozinha!

Bolinhos de Chuva da Tia Anastácia (Serve 24 bolinhos)

Será que este carinho todo não ajuda na formação do nosso homenzinho, tb? #maecoruja

Será que este carinho todo não ajuda na formação do nosso homenzinho, tb? #maecoruja

*Esta receita foi publicada na Revista Gosto 25 – Outubro de 2011 – fiz pequenas adaptações

Ingredientes:

1 1/2 xícaras de farinha de trigo

1/2 xícara de farinha de trigo integral

1/2 colher de sopa de fermento em pó

2 pitadas de sal

2 ovos

1/3 de xícara de açucar demerara

2 colheres de manteiga

1 colher de chá de essência de baunilha

1 xícara de leite integral

1 xícara de iogurte

Óleo para fritar

Açúcar e canela para polvilhar

Modo de Preparo:

Em uma tigela peneire as farinhas com o fermento e o sal.

No liquidificador bata os ovos com o açucar por 1 minuto. Acrescente os demais ingredientes e bata até obter uma mistura volumosa.

Aos poucos vá incorporando essa mistura às farinhas para formar uma massa lisa e homogênea. É preciso bater bem para deixar a massa aerada. Deixe a massa descansar por 30 minutos na geladeira. Estes são os segredos da leveza dos bolinhos!

Tia Anastácia, me perdoe, mas adaptei um pouquinho a sua receita...

Tia Anastácia, me perdoe, mas adaptei um pouquinho a sua receita…

Coloque abundante oleo vegetal para aquecer em uma panela. Com auxílio de duas colheres de sopa (eu utilizei uma colher de sorvete) faça bolinhas e frite-as, virando sempre para que dourem por igual. Mantenha o fogo baixo para que a temperatura não se eleve e os bolinhos fiquem crus por dentro.

Retire-as do oleo e deixe escorrer sobre papel absorvente. Passe no açucar e canela e coma ainda morno olhando a chuva pela janela de casa…

“Em Viagem ao Céu, Tia Anastácia passa uma temporada na Lua preparando seus bolinhos celestiais para São Jorge e só volta ao sítio, para desgosto do Santo, porque morre de medo dos bafos do dragão.”

Chuva lá fora, chuva aqui dentro!

Chuva lá fora, chuva aqui dentro!

DICAS:

  1. Outros sabores podem ser incorporados à massa como raspas de laranja, essência de amêndoas, até mesmo pedacinhos de banana.
  2. Caso não queira fritar, esta é a mesma massa para as panquecas americanas. Unte uma frigideira com manteiga e espalhe a massa. Deixe cozinhar por 5 minutos de cada lado em fogo baixo.

Energia para começar o ano [Trufas de Tâmaras]

Acho que eu errei nos bolinhos que preparei esta manhã… O céu está desabando aqui em casa e a receita certa para hoje seriam deliciosos bolinhos de chuva. Mas quem poderia imaginar? Nem a mocinha da previsão do tempo conseguiu prever esta chuva!

Melhor assim; água para a cidade, energia para a lancheira. Estava buscando alguma receita que eu pudesse mandar para o lanche do meu filho, mas que ele quisesse comer sem voltar com a guloseima intacta, pois “a galera agora só come na cantina”. Por mais que a escola esteja tentando transformar o lanche da cantina em “saudável” não dá para todo dia depender das escolhas de uma criança de 10 anos.

Me deparei com esta receita de um site que adoro e já falei várias vezes aqui, o Food52. Além de super rápida de fazer pois não precisar cozinhar, fica bem bacana e é uma opção a mais para os snacks durante o dia. Dá para levar para o trabalho e comer de sobremesa  no lugar daquele brigadeiro que fica no balcão do restaurante a quilo implorando para ser comido! Não que eu ache que estas bolinhas substituam o brigadeiro, mas desempenham um importante papel para matar a larica por doces!!

Boa ideia também é comê-las antes de um treino na academia. Vai te dar muita energia para queimar as calorias extras!

No fim, preparar esta receita no lugar dos bolinhos de chuva foi uma excelente ideia. Serviu para a família toda!

Trufas de Energia (rende, aproximadamente 24 bolinhas)

Doce e saudável na medida certa!

Doce e saudável na medida certa!

Ingredientes:

1 xícara de tâmaras sem caroço, picadas grosseiramente

1 xícara de castanhas (eu usei nozes e castanha de caju)

2/3 de xícara de coco ralado (não adoçado, de preferência)

1 colher de sopa de gergelim torrado (pode-se usar semente de linhaça)

2 colheres de sopa de semente de girassol

1 colher de sopa de sementes de chia

1 colher de chá de canela em pó (opcional)

2/3 de xícara de manteiga de amendoim (eu usei uma manteiga de amendoim e amêndoas que comprei em uma viagem, mas você pode usar qualquer uma que não seja doce)

Salgadinha e cremosa, esta manteiga de amendoin e amêndoas deu um toque espcial na receita

Salgadinha e cremosa, esta manteiga de amendoin e amêndoas deu um toque espcial na receita

1 pitada de sal

2 colheres de açúcar mascavo ou mel, ou maple syrup ou agave

1/3 de xícara de cranberry passa (ou uva passa, caso não encontre)

Coco ralado para enrolar (opcional)

Um pouco do que houver na despensa...

Um pouco do que houver na despensa…

Modo de Preparo:

No processador de alimentos (eu usei o Thermomix) processe as tâmaras até obter uma pasta. Esta será a estrutura da massa. Acrescente as castanhas e triture no modo pulsar para que não fiquem muito picadas. Acrescente os demais ingredientes e processe até obter uma massa modelável, mas pedaçuda.

Coloque em uma tigela e, com as mãos, termine de misturar bem. Se a mistura estiver muito seca adicione uma colher de chá de água até chegar na consistência desejada. Ou se estiver muito mole acrescente mais castanhas trituradas. Com as mãos levemente molhadas faça bolinhas de aproximadamente 3 cm de diâmetro, um pouco maior que um brigadeiro. Se quiser passe no coco ralado. Podem ser guardadas na galeria, em pote hermético, por até 1 semana. Se conseguir durar tanto!

Doce e saudável na medida certa!

Doce e saudável na medida certa!

DICAS:

  1. Esta receita, como a granola, é muito versátil e todos os ingredientes podem ser substituídos mantendo a mesma proporção;
  2. Substitua a canela por raspinhas de casca de laranja e uma pitada de gengibre moído. Fica um picante delicioso!
  3. Caso queira preparar a manteiga de amendoim em casa sugiro esta receita, pois é infalível!

Azeites até mesmo para sobremesa!

Fiz um workshop sobre azeites pois queria sair do meu medíocre, quase ignorante, conhecimento sobre o tema. Como os vinhos, cervejas, chocolates, os azeites vieram para ficar no mundo gourmet. No Brasil, um pouco atrasado, mas isto tem uma questão histórica e cultural. A Maria saiu da lata!

Abre paréntesis - eu adoro história!

O cultivo das oliveiras era proibido na colônia, nos tempo de Portugal para evitar a concorrência com o produto altamente difundido no reino. E assim ficamos por longos anos. Mas já existem, para nossa alegria, cultivo de oliveiras em São Paulo e Minas Gerais e Rio Grande do Sul. São apenas 500 hectares, mas de grão em grão… Logos teremos excelentes azeites! Atualmente as variedades Arbequina, Hojiblanca e Picual, as mais difundidas na Europa são oliveiras produzidas por aqui.

Neste workshop aprendi que cada variedade tem suas características específicas e também sobre a composição de um bom azeite extra virgem. Você sabe que o nome “azeite de oliva” é para classificar azeites não extra virgens? Isso mesmo. Então não se deixe enganar. Ou ele é azeite extra virgem ou azeite de oliva.

E que a acidez que sempre procuramos no rótulo para ver se ele é bom mesmo não tem nada a ver com a acidez que sentimos na boca? Até porque o azeite não tem acidez. Tem amargor!!! A acidez informada no rótulo está relacionada com os ácidos graxos contidos no azeite que não se refere ao sentido que a palavra ácido possui normalmente. Em termos químicos, acidez se refere à proporção de ácidos graxos livres em relação ao ácido oleico presente no azeite, sendo esta expressa em graus (não podendo ser superior a 2% no óleo destinado ao consumo humano). Esta proporção de ácidos livres diante do ácido oleico é a consequência do mal estado dos frutos, mal tratamento ou ainda da má produção ou conservação, não tendo absolutamente nada a ver com seu sabor. O azeite extravirgem, por exemplo, deve ter, no máximo, 0,8% de acidez livre em relação ao total de ácido oleico segundo as normas internacionais. E, por poder apresentar variação dentro deste limite, isso também não significa que um azeite com 0,1% será melhor do que um com 0,8%.

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Como resultado do workshop, foram degustados 4 variedades de azeites com diversos alimentos. Deixo aqui um resuminho básico, mas muito pessoal dos azeites para orientação na hora de escolher os azeites. Prove e perceberá a diferença que cada um fará nos pratos.

Arbequina: frutado e fresco, com notas de alcachofra e tomate. Bem suave, com sabores mais verdes e picantes quando colhidas verdes, e mais doces quando mais maduras. Melhor acompanhado com a salada e peixe de carne branca fresco.

Hojiblanca: mais complexo com uma vasta gama de sabores, notas mais doces, aromas de erva fresca, com um toque de picância e de amêndoas, bem equilibrado. Melhor acompanhado por queijos não muito intensos, carnes assadas e massas de molho vermelho.

Picual: possui aroma frutado, amargor equilibrado e um picante muito intenso. Muito interessante com queijos fortes – gorgonzola ficou perfeito!, bacalhau e cordeiro.

Varietal Extra Virgem: Combinação de 4 azeitonas. É o azeite tradicional que conhecemos. Equilibrado, mas sem muito aroma persistente. Muito suave no paladar, pouco amargo e pouco picante.

Apesar de existirem mais de 1.000 variedades de azeitonas somente na Espanha (!) e que cada uma produz um azeite único, por aqui ficamos com estas três variedade, por enquanto! Mas já é um bom começo. Use e abuse deste óleo cheio de de ácidos graxos e antioxidantes naturais. Inclusive nas sobremesas!

No final do evento foi servido um sorvete de creme regado com azeite de oliva aromatizado com casquinha de limão siciliano que elevou a sobremesa a patamares de grandes restaurantes gourmet! A cremosidade do sorvete com a untuosidade do azeite formaram um casal perfeito. Foi daí que veio a ideia da receita abaixo. Não deixe de experimentar!

Bolo de Polenta com Azeite Extra Virgem e Limão

Receita adaptada do bolo de polenta da Nigella Lawson

Textura e sabor marcantes pelo azeite extra virgem

Textura e sabor marcantes pelo azeite extra virgem

Ingredientes:

3 ovos grandes, de preferencia orgânicos

160gr de açúcar demerara

80ml de azeite de oliva, de preferência Picual para contratar com o suco de limão

2 limões sicilianos, raspas da casca e suco

1 colher de chá de extrato de baunilha

200gr de farinha de milho para polenta

75gr de farinha de amêndoas

1/2 colher de chá de sal

1/2 colher de sopa de fermento

Acucar de confeiteiro para decorar (opcional)

Uma fatia do Sol!

Uma fatia do Sol!

Modo de Preparo:

Pre aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma para bolo com fundo removível com azeite e polenta.

Na batedeira, bata os ovos com o açúcar até obter um creme amarelo pálido, cerca de 4 minutos. Lentamente, adicione o azeite, continuando a bater até que todo o óleo esteja incorporado. Misture as raspas de limão e a baunilha.

Em outra tigela, misture a polenta, farinha de amêndoas, o fermento eo sal. Peneire esta mistura sobre o creme de ovos, alternando com o suco de limão  mexendo delicadamente até obter uma massa homogênea.

Despeje na forma e leve ao forno por 40/45 minutos até esteja dourado e firme. Faça o teste do palito.

Deixe esfriar na própria forma por 10 minutos. Desenforme sobre uma gradinha para esfriar completamente.

Aroma inebriante ao sair do forno...

Aroma inebriante ao sair do forno…

Polvilhe açúcar de confeiteiro para servir.

DICAS:

  1. Caso queira aromatizar azeites, utilize azeite de oliva e não extra virgem. Faça-o “a frio”, pois o aquecimento do azeite e o seu uso não imediato faz com que perca seus benefícios.
  2. Se utilizar ervas, deixe-as secando por 1 dia, pois a água contida nas plantas poderá criar fungos no azeite.