DIY Jardinagem [Transplante de Suculenta]

Uma planta que significa muito para mim!

Uma planta que significa muito para mim!

Hoje a receita é um pouco diferente. Não envolve comida. Mas envolve o mesmo amor que dispenso nas panelas. E envolve uma panela. Bem… Uma tigela!

Resolvi transplantar uma suculenta que tenho pois ela cresceu demais e já estava me incomodando ver a coitadinha apertada no seu antigo vasinho. Eu adoro plantas, mas não sei quase nada de jardinagem. E esta planta, em especial, é muito importante para mim. Ela já tem mais de 10 anos, a idade do meu filho. E ela nasceu com ele. Ela e muitas outras que eu espero estarem vivas e lindas, espalhadas por aí.

Quando o Pedrinho nasceu eu queria dar uma lembrancinha que fosse especial como ele. Que significasse a importância da chegada dele ao nosso mundo. Queria que as pessoas cuidassem da lembrancinha como eu cuidaria dele. Foi aí que me veio a ideia de dar um vasinho com uma mini suculenta. Na época fiz um cartãozinho contanto essa história e pedindo para que as pessoas cuidassem da plantinha e deixassem ela crescer dando-lhe amor, cuidados e um caminho para trilhar. Infelizmente, eu não guardei o cartãozinho – com tantas mudanças não sei o que fiz… – nem a plantinha. Mas encarreguei minha querida sogra de cuidá-la enquanto estivéssemos fora. Assim seria como se ela acompanhasse o crescimento do neto! E ela o fez e me devolveu a plantinha linda, enorme e saudável. Assim como eu o “devolvi” para ela!

Para este projeto eu tive que pedir ajuda ao santo Google que logo de cara me mostrou um blog que me apaixonei. O HomeSweetener é o blog da Erika e traz um montão de ideias de DIY (faça você mesmo) para decoração, arrumação e até umas receitinhas! E lá eu encontrei uma mini suculenta em uma caneca, muito fofinha!

Como o mundo estava girando a meu favor, na quarta-feira eu ganhei da querida Dani, do @doceoficina uma tigela que ela iria jogar no lixo pois estava rachada. Realmente, é um perigo usar louças rachadas na cozinha, mas jogar no lixo??? Aí, a acumuladora aqui, com cara de pidona, “sugeriu” que ela me desse pois algum destino mais ecológico eu daria para a peça. E não foi mesmo?

Bem, se você é como eu, meio devagar com estas coisinhas de faça você mesmo, deixo aqui um tutorial em fotos com o passo-a-passo do meu projeto.

Ah! E só para que saibam, foi tudo feito no chão da sala do apartamento já que não tenho varanda nem lavanderia para este tipo de projeto. E no fim, deu tudo certo e a minha plantinha ficou lindona!

Um projeto que adorei fazer! Mas a primeira providência foi forrar todo o chão para facilitar a limpeza no final.

Um projeto que adorei fazer! Mas a primeira providência foi forrar todo o chão para facilitar a limpeza no final.

A danadinha já estava pulando a cerca... Criou raízes e brotou no vaso vizinho!

A danadinha já estava pulando a cerca… Criou raízes e brotou no vaso vizinho!

Coloque pedriscos ou argila expandida no fundo do recipiente para facilitar a drenagem.

Coloque pedriscos ou argila expandida no fundo do recipiente para facilitar a drenagem.

Com muito cuidado para não danificar a raiz ou os brotos retire a planta do vaso virando cuidadosamente. Descobri esta "mantinha" no fundo que também ajuda bastante na drenagem e mantem a planta úmida.

Com muito cuidado, para não danificar a raiz ou os brotos, retire a planta do vaso virando-o cuidadosamente. Descobri esta “mantinha” no fundo que também ajuda bastante na drenagem e mantem a planta úmida. 

Posicione a planta centradamente no vaso e complete com terra, pressionando com cuidado. Eu usei uma mistura de terra e humus de minhoca.

Posicione a planta centralizada no vaso e complete com terra, pressionando com cuidado. Eu usei uma mistura de terra e humus de minhoca.

E o projeto pronto. Fiquei muito satisfeita! Talvez complete com aquelas pedrinhas de jardim para dar um acabamento. O que você acha?

E o projeto pronto. Fiquei muito satisfeita! Talvez coloque aquelas pedrinhas de jardim para dar um acabamento. O que você acha?

A nova suculenta já ocupando lugar de destaque na mesinha das plantas. :)

A nova suculenta já ocupando lugar de destaque na mesinha das plantas. 🙂

Eu gostei muito do resultado final. Para quem apenas regava os vasos, fiquei orgulhosa! E você, já transplantou alguma planta? Tem algum conselho? Deixe seu comentário para que eu possa melhorar meus projetos futuros porque agora ninguém me segura! 😉

DICAS:

  1. Se você também não tem o “dedo verde” as suculentas e cactos são as plantas ideais. Elas precisam de pouco cuidado, mas muito amor. Precisam, também, de sol e luz indireta;
  2. A rega é o segredo para ter plantas sempre bonitas e saudáveis. No verão, uma rega por semana é o suficiente. Já no inverno, regue no máximo duas vezes ao mês! Molhe apenas a terra, sem se aproximar do caule ou folhas;
  3. Utilize fertilizantes e adubos próprios para cactus e suculentas;
  4. A manta que estava no fundo do vaso original é uma manta geotextil, que pode ser comprada em floriculturas. Ela funciona como uma peneira e vai garantir que o substrato não seja levado com a água durante as regas.

 

Muvuca, Mocotó e Comida boa da peste!

Hoje eu fiz algo que sempre me neguei a fazer e que nunca tinha feito. Esperei por duas horas para almoçar em um restaurante. Nenhuma comida pode ser tão boa – ou a última da minha vida – que eu tenha que esperar tanto… Será?

Decidimos encarar e ver de perto o que é que o Mocotó tem. E por já saber das filas e espera de 2 horas nos preparamos para chegar lá ao meio-dia. Qual paulistano sai num domingo e vai até a Vila Medeiros para almoçar ao meio-dia? MUITOS!!  Assim que chegamos colocamos o nome na lista de espera e fomos, gentilmente avisados pelo “Caiçara” que a espera seria de 2 horas. “Ok, mas não acho que vou esperar” eu respondi.

Enquanto esperávamos por nossos outros convidados pedimos uma cerveja, mas a decisão já estava tomada: nenhuma comida, por melhor que seja, merece que eu fique na Vila Medeiros, em pé, no sol, esperando para pagar para comer. Nem era de graça!!!!! A tentação era atravessar a rua e ir até o restaurante da esquina que também vende comida nordestina.

Foi aí que a salvação do Rodrigo Oliveira (!) – e a nossa! – apareceu. Esperávamos em frente a uma obra que também é do Mocotó e vi umas cadeiras tortas e jogadas no meio de entulho. Uma muvuca! E como eu sou bem enxerida e continuava não querendo ficar em pé esperando para comer, comecei a resolver este problema. Arrumei duas cadeiras, que estavam com os pés quebrados, mas só descobrimos mais tarde, e uma banqueta. Assim começou nosso almoço! -(Só mais tarde, também, descobri que quem estava sentado em uma destas cadeiras, um pouquinho antes, fumando ao nosso lado, era seu Zé Almeida, o pai do Rodrigo e quem merece todo nosso respeito por ter um filho e um restaurante tão bons!).

A partir de então tudo começou a mudar de figura! Começamos com os dadinhos de tapioca e queijo de coalho servido com molho de pimenta agridoce. Delicioso e delicado. Derretia na boca! E mais cerveja. E uma caipirinha de cajú. Isso tudo na calçada, ouvindo os “mano” passarem com o volume do som do carro no último volume e vendo a galera subir e descer do 121G-10 Parque Novo Mundo. 

Depois vieram as torradinhas de carne de sol e queijo coalho e escondidinho de carne seca. O mais impressionante é o atendimento dos garçons que ficam prá lá e prá cá ouvindo o povo desesperado querendo ser atendido. O Julio e o Leandro foram campeões! Não erraram um só pedido e estavam o tempo todo sorrindo! 

Nessa altura do campeonato eu já estava amiga de toda a equipe e tentava, em vão, subornar o Caiçara e a Yasmin para liberar nossa mesa. Nem com as táticas de idoso e criança de colo funcionou… E o Caiçara continuava sorrindo em meio a essa maluquice!

Foi nesse momento que vimos o Rodrigo Oliveira lá na cozinha sorrindo e feliz. O cabra é macho mesmo! Fui até lá para cumprimentá-lo com o Pedrinho e a primeira coisa que ele fez foi abraçá-lo e lhe ofereceu um potinho de mandioca chips. Pronto! Eu esperaria mais cinco horas para almoçar! Além de cabra macho Rodrigo é gentil e hospitaleiro. Com a zona que é aquele lugar ele faz todo mundo querer ficar e se sentir em casa!

Depois de rodar tanto pelo salão e ver aquele montão de delícias pelas mesas, assim que sentamos eu já sabia o que pedir. Eu estava salivando! Pedimos o Baião de Dois, que veio muito leve e saboroso. Com bacon e carne seca na medida certa, sem estar gorduroso nem pesado. A Peixadinha do São Francisco também é uma excelente opção. Os pedaços de pintados estavam suculentos e envolvidos num molho de leite de coco delicioso. A farofa de castanhas com coco queimado deu toque todo especial. E ainda a Carne de Sol Assada com manteiga de garrafa, muito tenra, vem com pimenta biquinho e alho assado, tudo isso na chapa. Dava prá passar a tarde comendo, bebendo cerveja e jogando conversa fora!

Mas, depois de toda essa comilança, o ponto alto foi a sobremesa. CARTOLA! Não se esqueçam desse nome: Cartola do Engenho. Um doce tradicional pernambucano com o toque do chef. Affff! Banana com melaço, queijo manteiga e farofinha de açucar e canela! Ah! Esqueci de dizer que o Pedrinho quis uma salada de frutas que vem deliciosamente montada sobre um pão de ló e um chantilly com raspinhas de limão! Uma simples salada de frutas virou uma super sobremesa! 

Enfim, se você ainda não foi até o Mocotó, prepare-se, muna-se de paciência e de um GPS e vá. Não espere mais. Nem espere lá. Vá até a obra do que deverá ser a Padaria Mocotó – inside info! – monte teu cafofo na esquina e seja feliz!

Aproveite e dê uma olhadinha no site. A história é bem bacana!

Mocotó Restaurante e Cachaçaria

Av Nossa senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros – São Paulo – SP