A Voz do Povo é a Voz de Deus – Bolo de 3 Leches ao Rum e Caramelo

Este bolo é o favorito do meu marido. Mas não o que eu preparo!…

Ele comeu uma versão preparada pela chef de cozinha da antiga empresa onde ele trabalhava, lá no México, e nunca mais se esqueceu (espero que só do bolo!!!) 😀 Já reproduzi várias vezes, mas ele sempre tem uma opinião sobre as minhas versões. Na verdade, não são só as minhas versões que ele palpita. Fomos jantar no La Central – excelente restaurante de comida mexicana, à propósito – e a sobremesa foi um bolo 3 Leches que não passou no teste do gourmand!

Resolvi, então, botar o bolo na boca do povo! No fim de semana participei de um encontro de blogueiras de São Paulo e Interior e preparei uma versão caprichada do bolinho. Fiz bolinhos individuais para que todos tivessem a chance de provar. Assim que cheguei as marmitinhas começaram a circular pelo evento e muita gente veio atrás de mim perguntando se eu era a dona das marmitinhas que em questão de minutos desapareceram da mesa… Eram 80!

E o meu whatsapp não parou de apitar solicitando a receita urgentemente no blog. Taí, acho que a voz do povo é a voz de Deus! 😉

Bolo 3 Leches ao Rum com Caramelo e Flor de Sal (Rende 20 bolinhos de 120ml ou uma assadeira de 23cm x 33cm x 5cm)

**Este bolo precisa descansar um mínimo de 8 horas antes de ser servido**

Marmitinhas caprichadas para agradar o paladar e os olhos das amigas blogueiras :)

Marmitinhas caprichadas para agradar o paladar e os olhos das amigas blogueiras 🙂

Ingredientes:

5 claras de ovos grandes, à temperatura ambiente

1/8 colher de chá de sal

1 xícara de açucar

1 e 1 / 2 xícaras de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento químico em pó

3 gemas grandes temperatura ambiente

1/3 de xícara de óleo vegetal

1/2 xícara de água

2 colheres de chá de essência de baunilha

1 lata leite condensado

1 caixinha de creme de leite

a mesma medida de leite integral

3 colheres de sopa de rum escuro

1 xícara de manteiga

1 xícara de açúcar

1 xícara de creme de leite

1 colher de chá de extrato de baunilha

1 colher de sopa de flor de sal

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Na tigela da batedeira com o batedor de claras, combine as claras e o sal. Bata em velocidade média até que comecem a formar uma espuma branca e ter picos macios. Aumente a velocidade para médio alto e adicione 1/4 de xícara de açúcar em um fluxo lento. Continue batendo as claras até que fiquem brilhantes e mantenham picos firmes. Reserve.

Picos firmes e clara parecendo isopor. este é o ponto!

Picos firmes e clara parecendo isopor. Este é o ponto!

Em outra tigela (eu uso a mesma, pois só tenho uma! Retiro as claras e guardo em outro bowl até usá-las) misture a farinha, 3/4 xícara restante do açúcar e o fermento em pó. Misture em velocidade baixa, por alguns segundos, somente para que se integrem.

Misture as gemas, o óleo, a água e a baunilha em uma tijelinha até combinar. Adicione esta mistura à mistura da farinha e bata em velocidade média por um minuto para aerar a massa. Este é um bolo chiffon por isso é importante para que ele fique bem fofo que a mistura não seja batida demais, senão ficará pesado. Raspe as laterais da tigela com uma espátula e bata por alguns segundos mais.

Com uma espátula maleável, de preferência de silicone, adicione 1/4 das claras em neve à massa e misture com muito cuidado raspando o fundo da tigela com a espátula e incorporando as claras. Não queremos perder o volume das claras em neve. Isso manterá nosso bolo fofo e aerado. Junte mais 1/4 das claras e misture. Repita esta operação até acabar com as claras.

Com amor e paciência incorpore as claras à massa do bolo.

Com amor e paciência incorpore as claras à massa do bolo.

Coloque a massa em uma assadeira retangular SEM UNTAR*, ou em 20 mini marmitinhas de 120ml. Para que os bolinhos tenham a mesma medida eu uso uma colher de sorvete. Asse o bolo por cerca de 40 minutos, ou 20 minutos para os mini bolinhos ou até que estejam ligeiramente dourados. Deixe o bolo esfriar por uns 2 minutos. Depois inverta quatro copos (ou apoios) na bancada e apoie a assadeira, de ponta cabeça, sobre eles.

E os bolinhos estão prontos para esfriarem no "estilo morcego".

E os bolinhos ainda estufados depois de esfriarem no “estilo morcego”.

*Descobri que um bolo chiffon precisa esfriar de cabeça para baixo para não murchar!

Enquanto o bolo esfria misture o leite condensado, o creme de leite, o leite integral e o rum até obter uma mistura homogênea. Fure o bolo com um espeto ou garfo e regue com esta mistura. Vai parecer muita, mas tenha certeza de que absorverá e ficará deliciosamente molhado. Cubra com filme plástico e deixe o bolo na geladeira por, no mínimo 8 horas. Eu costumo deixar “dormir” na geladeira.

Para a calda de caramelo, misture o açúcar e a manteiga em uma panela e cozinhe em fogo médio até que o açúcar derreta e a misture fique com uma cor âmbar profunda.

Com muito cuidado, pois a mistura fará uma espuma e poderá espirrar e queimar, junte o creme de leite e a baunilha mexendo vigorosamente. Cozinhe até engrossar e cobrir as costas da colher. Esta calda rende cerca de 400ml. Se você achar muito para o bolo pode guardar na geladeira e utilizar como doce de leite. Eu acho até pouco! 😉

Caramelo nunca é demais para um bolo tão delicioso!

Caramelo nunca é demais para um bolo tão delicioso!

Cubra o bolo com a calda de caramelo e polvilhe com a flor de sal. Deixe esfriar e sirva. Eu adoro geladinho!

DICAS:

  1. Se você não quiser fazer a calda de caramelo pode usar 1 lata de doce de leite misturada com 1/4 de xícara de água quente.
  2. Outra opção de cobertura – e a mais tradicional – é creme de leite fresco batido em ponto de chantilly com um toque de baunilha.

Muvuca, Mocotó e Comida boa da peste!

Hoje eu fiz algo que sempre me neguei a fazer e que nunca tinha feito. Esperei por duas horas para almoçar em um restaurante. Nenhuma comida pode ser tão boa – ou a última da minha vida – que eu tenha que esperar tanto… Será?

Decidimos encarar e ver de perto o que é que o Mocotó tem. E por já saber das filas e espera de 2 horas nos preparamos para chegar lá ao meio-dia. Qual paulistano sai num domingo e vai até a Vila Medeiros para almoçar ao meio-dia? MUITOS!!  Assim que chegamos colocamos o nome na lista de espera e fomos, gentilmente avisados pelo “Caiçara” que a espera seria de 2 horas. “Ok, mas não acho que vou esperar” eu respondi.

Enquanto esperávamos por nossos outros convidados pedimos uma cerveja, mas a decisão já estava tomada: nenhuma comida, por melhor que seja, merece que eu fique na Vila Medeiros, em pé, no sol, esperando para pagar para comer. Nem era de graça!!!!! A tentação era atravessar a rua e ir até o restaurante da esquina que também vende comida nordestina.

Foi aí que a salvação do Rodrigo Oliveira (!) – e a nossa! – apareceu. Esperávamos em frente a uma obra que também é do Mocotó e vi umas cadeiras tortas e jogadas no meio de entulho. Uma muvuca! E como eu sou bem enxerida e continuava não querendo ficar em pé esperando para comer, comecei a resolver este problema. Arrumei duas cadeiras, que estavam com os pés quebrados, mas só descobrimos mais tarde, e uma banqueta. Assim começou nosso almoço! -(Só mais tarde, também, descobri que quem estava sentado em uma destas cadeiras, um pouquinho antes, fumando ao nosso lado, era seu Zé Almeida, o pai do Rodrigo e quem merece todo nosso respeito por ter um filho e um restaurante tão bons!).

A partir de então tudo começou a mudar de figura! Começamos com os dadinhos de tapioca e queijo de coalho servido com molho de pimenta agridoce. Delicioso e delicado. Derretia na boca! E mais cerveja. E uma caipirinha de cajú. Isso tudo na calçada, ouvindo os “mano” passarem com o volume do som do carro no último volume e vendo a galera subir e descer do 121G-10 Parque Novo Mundo. 

Depois vieram as torradinhas de carne de sol e queijo coalho e escondidinho de carne seca. O mais impressionante é o atendimento dos garçons que ficam prá lá e prá cá ouvindo o povo desesperado querendo ser atendido. O Julio e o Leandro foram campeões! Não erraram um só pedido e estavam o tempo todo sorrindo! 

Nessa altura do campeonato eu já estava amiga de toda a equipe e tentava, em vão, subornar o Caiçara e a Yasmin para liberar nossa mesa. Nem com as táticas de idoso e criança de colo funcionou… E o Caiçara continuava sorrindo em meio a essa maluquice!

Foi nesse momento que vimos o Rodrigo Oliveira lá na cozinha sorrindo e feliz. O cabra é macho mesmo! Fui até lá para cumprimentá-lo com o Pedrinho e a primeira coisa que ele fez foi abraçá-lo e lhe ofereceu um potinho de mandioca chips. Pronto! Eu esperaria mais cinco horas para almoçar! Além de cabra macho Rodrigo é gentil e hospitaleiro. Com a zona que é aquele lugar ele faz todo mundo querer ficar e se sentir em casa!

Depois de rodar tanto pelo salão e ver aquele montão de delícias pelas mesas, assim que sentamos eu já sabia o que pedir. Eu estava salivando! Pedimos o Baião de Dois, que veio muito leve e saboroso. Com bacon e carne seca na medida certa, sem estar gorduroso nem pesado. A Peixadinha do São Francisco também é uma excelente opção. Os pedaços de pintados estavam suculentos e envolvidos num molho de leite de coco delicioso. A farofa de castanhas com coco queimado deu toque todo especial. E ainda a Carne de Sol Assada com manteiga de garrafa, muito tenra, vem com pimenta biquinho e alho assado, tudo isso na chapa. Dava prá passar a tarde comendo, bebendo cerveja e jogando conversa fora!

Mas, depois de toda essa comilança, o ponto alto foi a sobremesa. CARTOLA! Não se esqueçam desse nome: Cartola do Engenho. Um doce tradicional pernambucano com o toque do chef. Affff! Banana com melaço, queijo manteiga e farofinha de açucar e canela! Ah! Esqueci de dizer que o Pedrinho quis uma salada de frutas que vem deliciosamente montada sobre um pão de ló e um chantilly com raspinhas de limão! Uma simples salada de frutas virou uma super sobremesa! 

Enfim, se você ainda não foi até o Mocotó, prepare-se, muna-se de paciência e de um GPS e vá. Não espere mais. Nem espere lá. Vá até a obra do que deverá ser a Padaria Mocotó – inside info! – monte teu cafofo na esquina e seja feliz!

Aproveite e dê uma olhadinha no site. A história é bem bacana!

Mocotó Restaurante e Cachaçaria

Av Nossa senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros – São Paulo – SP

Nǐ hǎo! Na China como os chineses…

Nǐ hǎo! Ou, olá em chinês! É isso aí mesmo que você está pensando! Acabo de voltar de uma aventura pela China!

E aquela história de os dias terem mais horas? Bem… Já que não foi possível conseguir isto resolvi largar tudo e me aventurar pelos exóticos caminhos orientais. E bota exótico nisso!

Este post não é para falar sobre minha viagem, mas sobre tudo o que vi e comi por lá. Mas uma “viajadinha”  não faz mais a ninguém! Na verdade, acho que serão alguns posts falando dessa apaixonante aventura gastronômica que, de verdade, ficará para sempre na memória! E tão grande como a China é a sua gastronomia. De porco a pato, de pé a bucho, lá tudo se come. Um país com 1,3 bilhão de habitantes e apenas 0,08 hectares cultiváveis per capita, nem mosquito escapa!

Neste primeiro post vou falar sobre os banquetes maravilhosos que nos submetemos sem saber ao certo o que aconteceria. Uma aventura! Uma das vantagens de não falar a língua local e não poder se comunicar! Arrisque-se! E assim foi.

A maioria dos restaurantes não tem staff que fala inglês, mas tem um menu com uma tradução em inglês muito ao pé da letra que, na maioria das vezes, nos faz rir muito e não ajuda em nada. Mas as fotos dizem muito! Se você conhece da culinária chinesa! E não estou falando de frango xadrex ou chop suey. Esqueça tudo isso! Lá o negócio é mais sério. Para uma população que viveu parte da sua vida no campo e cercada de gente tendo que dividir um prato de arroz o respeito pela comida que agora eles tem acesso é gigante! E nada é desperdiçado…

Tivemos várias experiências fantásticas ao longo da viagem. Eu disse fantásticas! As outras foram maravilhosas!!! Sem querer encontramos um restaurante super tradicional, Family Li Imperial Cuisine, além do nome, nada de inglês e tudo de muito chinês onde apenas eram servidos menus degustação iniciando a experiência em 800 RMB, ou equivalente a R$ 260,00 chegando a R$ 980,00. Com um menu em inglês lá fomos para nosso banquete! 

Com mímicas e muita risadinha bem ao estilo chinês conseguimos pedir o nosso jantar que incluía de um prato de frutas como entrada, a snow frog (a tradução seria sapo da neve??), bucho de peixe, barriga de porco, pepino do mar – que mais parecia uma Havaianas® cozida horas a fio!! – muito tofu e feijão vermelho! Que manjar. Não torça o nariz. Como neste post aqui sobre a rabada ninguém me convence que algo é bom ou ruim pelo nome ou pela cara. Tenho que provar! E vou dizer que de tudo isso aí o bucho de peixe não tem gosto de nada. E pela foto é bem bonitinho. Mas confesso que fiquei feliz em saber que era bucho de peixe somente depois que comi!

Numa outra oportunidade, essa já sabida e reservada com bastante antecedência, fomos parar num dos melhores restaurantes de Pato Laqueado de Beijing, o 1949 – Duck du Chine. Apesar do nome francês, o lugar segue as rigorosas regras de “garçom não fala inglês – nem francês, só chinês!” e as fotos podem dizer muito, ou quase nada! Mas neste caso a estrela da noite seria o pato. Nem que eu tivesse que dançar imitando a ave, não sairia de lá sem a minha dose diária de canard, ou de , seja lá como você quer chamá-lo! O lugar é super descolado e lotado de turistas. Mas uma gama diferente de turistas. Não os que procuram pelo frango xadrez, mas por aqueles que querem o manjar da dinastia Ming! E com certeza vão encontrar. Além do pato, muitos outros pratos da culinária chinesa estão disponíveis no cardápio. Para começar, pedimos pé de frango que estavam SIMPLESMENTE DIVINOS. NEM SEI COMO FAZER PARA QUE VOCÊ ENTENDA O QUÃO DELICIOSO ESTAVAM! Cozidos num caldo de frango saborosíssimo e desmanchando na boca. Ai, babei! E para acompanhar, Kimchi, que é um picles de repolho muito apimentado e delicioso. Já poderia ter parado por aí, mas que nada. Quando a grande ave chega na mesa há uma certa pompa e circunstância! Não sei dizer se para o pato ou para nós. Mas os garçons chegam com um gongo, daqueles bem imperial e “pomnmnmnm”. A partir daí a orgia gastronômica se inicia! O maître corta as finas lâminas do tenro peito do pato, juntamente com sua pele crocante como uma pururuca e NADA oleosa e dispõe num pratinho lindo em formato de pato! O molhoHoisin, delicadamente misturado com azeite de gergelim e amendoim dá um toque todo especial para as finas panquequinhas que abraçarão aquele peito e juntos desaparecerão nas profundidades da minha alma! Tão esperado, tão desejado… 

 

Se você já não conseguir ler este post, não deixe de voltar aqui mais tarde. A próxima e última aventura é tão boa quanto as anteriores!

Em uma das nossas visitas aos Hutongs, ou as vielas onde viviam os chinese antigamente – muitos ainda vivem por aí – podemos até dizer que são as favelas de Beijing, fomos parar no Red Ding Coffee. Um restaurante quase perdido no fim da rua. E claro, na porta aquele menu cheio de fotos apetitosas e coloridas atraiu nossa atenção. De cara não pudemos resistir ao bambu assado. Ainda não tínhamos visto essa iguaria em nenhum lugar. Ou nosso domínio da língua chinesa não tinha sido eficiente até então! E valeu muito a pena ser atraídos pelo desejo! Um restaurante simples, mas cheio de locais que vinham se deliciar com os pratos aromáticos e bem cuidados que saiam da cozinha. Nosso banquete incluiu o bamboo cozido que se parece muito com um palmito, na aparência. Cortado ao meio o miolo é que se come e seu sabor é exclusivo e inigualável! O iaque – é boi, não se espante! Mas uma espécie encontrada do Himalaya a Mongólia! – cozido com cebolinha estava de comer ajoelhado! e para acompanhar tofu cozido em molho Sichuan. Maravilhoso, mas em doses homeopáticas pelo grau de ardência! Mas era impossível comer um só! 

 

 

Prá começar a conversa, foi isso que comemos na China. Ou parte, porque nos próximos capítulos vou falar sobre a comida de rua, incluindo os insetos! E logo mais a maravilha dos Dim Sum, tão característicos em Hong Kong.

Zài nàlǐ!

Halloween?? Não! Comida de rua na China!

Precisa ter estômago… E tinha! De boi e de porco!



Esta feira de rua que encontramos por acaso próximo ao calçadão de Wangjuging, em Beijing foi um grande achado. Nosso primeiro dia e saímos ra procurar um restaurante. Estávamos famintos… E de cara nos deparamos com cobras, lagartos e aranhas! É… a fome não era tanta assim! Juro que amarelei. Na verdade, não vimos ninguém comendo. Nem turista, nem chinês. Achei mesmo que poderia ser uma pegadinha. Mas num lugar onde a comida é super respeitada e se come de tudo, como aquela montanha de insetos estaria ali só para fazer uma graça?? A resposta eu não sei. Só sei que passei direto pelos escorpiões e lacraias e fui encarar algo mais light, diet! AInda se eu fosse paga para comer tudo isso… Agora entendo os programas de culinária exótica da TV.  E não me sentia tão culpada. Já tinha encarado sapo e bucho de peixe!

 

A comida de rua na China é muito popular. E barata! Não são barraquinhas como nesta feira, mas pequenas lojinhas espremidas umas contras as outras e vendendo basicamentenoodles e dumplings*. E estão sempre lotadas. Não dá para usar a teoria de que a que está cheia é a melhor. Todas estão! Sendo assim encontramos um balcão apinhado de gente e foi aí que comemos o nosso primeiro prato de xiao long bao. Cena bizarra! Mímicas, risadinhas e apontar para o prato do vizinho foi a nossa saída! E descobrir que eu mesma deveria me servir de uma sopa, uma espécie de mingau de um latão gigante onde borbulhavam grãos de milho! Como é bom não falar a língua! Novas descobertas todos os dias!

 

Noodles também estão como a comida de rua muito popular. Você compra a tua tigela e sai feliz comendo aquele macarrão fumegante pelas ruas frias da cidade. Muito bom! 

 

Xiao long bao é um dumpling muito característico de Shanghai, por isso, lá fomos encontrar a melhor barraca da cidade – ou de toda a China, como se orgulham os proprietários! Só consegui encontrar a tal casinha pelo tamanho da fila! Um Bacio de Latte® em Shanghai, se é que vocês me entendem!?! O balcão que vende a iguaria não é maior que 30 cm. Mas o negócio cresceu tanto que você tem a opção de sentar no restaurante que tem 3 andares. No 1º andar você tem a opção de sentar mas não de escolher o que quer comer! Eles te oferecem o que está disponível. No 2º andar você já pode escolher mas de um cardápio mais restrito. E o 3º andar e mais disputado, aí sim! Todas as delícias de um verdadeiro banquete! Mas como sempre menos é mais, a tigelinha da rua faz tanto sucesso quanto. O importate era se deliciar com essas massinhas cozidas no vapor recheadas de uma deliciosa carne de porco ou caranguejo e um consome delicado e surpreendende lá dentro. Cada trouxinha traz a surpresa de ter uma sopinha dentro. Lindo, delicioso e inusitado! 

 

Valeu a espera e ter passado reto pelos insetos. Deixo estes para o pessoal da TV!

 

 

*Aqui uso o termo genérico das massinhas cozidas. Mas na culinária oriental, cada dumpling tem seu nome próprio. Mais ou menos como o macarrão na Itália!

Receita de Verão. Mais uma da série tudo junto e misturado!

IMG_20140104_164510[1]Quem aguenta comer com este calor? E cozinhar, então??

Mas, infelizmente, uma dieta rica em “cevada líquida” é excelente para matar o calor, mas não mantém ninguém em pé – literalmente!!!

E ficar na cozinha, com o fogão ligado por horas? Só nos fará suar ainda mais…

Será que a solução é um prato de alface bem crocante? Nada contra alface ou outras hortaliças, que eu adoro. Mas não é comida para o primeiro sábado do ano, não é verdade?

Esta receita é uma das minhas preferidas. É um prato único, fácil, delicioso e refrescante para estes dias mais quentes. Quase nada de cozimento (ou nada se você preferir), quase nenhuma panela suja, além de muito versátil. Todos os ingredientes podem ser substituídos. Não há regras, exceto por passar pouco tempo na cozinha e mais tempo na piscina!!!

Salada de Couscous com Frango Grelhado (Serve 4) IMG_20140104_164340

1 xícara de couscous (Quem ainda não conhece a sêmola de cereais (couscous marroquino) não sabe o que está perdendo na cozinha. Com certeza após usá-lo uma única vez tudo se tranformará!)

1 cebola roxa finamente picada

1 xícara de grão de bico cozido

1 xícara de lentilha cozida

1 xícara de pepino japonês cortado em cubos

1 xícara de tomate grape cortados ao meio

1/2 xícara de sementes de romã

1 xícara de folhas de salsinha

1/2 xícara de folhas de hortelã grosseiramente rasgadas

1/2 xícara de folhas de coentro

1 xícara de queijo de cabra tipo feta despedassados

2 filés de peito de frango

1 colher de sopa de tempero marroquino (você pode comprar pronto ou fazer uma mistura de páprica doce, cominho, gengibre, canela, açafrão da terra, menta e coentro em pó) IMG_20140104_164434

2 potes de iogurte

um punhado de folhas de hortelã finamente picadas

sal marinho, pimenta do reino preta moída, pimenta síria, azeite e suco de limão siciliano a gosto

 

Coloque o couscous em um recipiente refratário raso, de preferência, e hidrate conforme as instruções da embalagem. Eu, normalmente faço a mesma medida em volume; ou seja para cada xícara de couscous 1 xícara de água fervente. Cubra o recipiente com plástico filme e espere esfriar.

Assim que estiver frio retire o filme plástico e separe o couscous com um garfo. Junte todos os ingredientes e tempere a gosto. Substitua o que não tiver, acrescente o que gostar! Polvilhe com os pedaços de queijo feta.

Em uma tigela coloque metade do pote de iogurte e misture com o tempero marroquino. Marine os filés de frango por 5 minutos. Enquanto isso coloque uma grelha em fogo alto (este é a parte quente da receita!) e regue com um fio de azeite. Assim que começar a esfumaçar coloque os peitos de frango e deixe grelhar por 10 minutos. Vire o peito de frango, reduza o fogo e grelhe por mais 15 minutos ou até que estejam cozidos, dependendo da grossura dos filés. Retire do fogo e deixe descansar por 5 minutos.

Misture o restante do iogurte com as folhas de hortelã picadas e tempere com sal, pimenta do reino e limão siciliano.

Corte os filés de frango em tiras e sirva sobre a salada. Sirva com o molho de iogurte

Obs. Confesso que a lentilha e a romã foram sobras do jantar do Reveillon. Esta salada é assim, ponha o que tiver, experimente, crie e recrie. Nunca ficará igual, mas sempre deliciosa!