Deixa chover!

Sabe aqueles dias que tudo o que você precisa é uma comida boa, reconfortante e rápida?

Assim aconteceu comigo, também. Esta temporada de chuvas é muito abençoada já que estamos nesta crise hídrica por toda a região sul. Mas, especialmente em São Paulo, é um tormento um temporal cair bem na hora do rush. As 6 da tarde ninguém merece que o mundo desabe. Mas mesmo assim ele desaba! E nos mostra que percorrer 18 quilômetros em 2 horas não é para os fracos de temperamento! Semáforos apagados, ruas alagadas, motoristas mal educados e sem paciência… A rua se torna um ringue e salve-se quem tiver um Hammer.

O ditado que diz que uma mulher prevenida vale por duas nunca foi tão válido, nestes dias. Um pouco antes de sair para esta “luta de final de tarde” fiz uma limpeza no meu freezer e encontrei no fundinho, esquecido, abandonado um pacote de massinha para gyoza que havia comprado já há bastante tempo no bairro da Liberdade. Transferi para a geladeira, pois pensei “vai que… nestes dias corridos é sempre bom ter algo fácil à mão”.

De volta em casa tudo o que eu queria era o telefone do disk pizza, mas saberia que até o entregador demoraria horas para chegar. O negócio era mesmo arregassar as mangas e preparar um jantar em 15 minutos! Um pouco mais rápido que a receita do bacalhau da semana passada!

Tendo a mão as massas de gyoza foi fácil sorrir novamente. Abri a geladeira encontrei o que tinha por perto sem escolher muito: cenoura, cebola, um repolho pela metade, alguns cogumelos.

E o jantar está na mesa.

Gyoza de Shitake (Serve 12 dumplings)

Um sol no céu nublado!

Um sol no céu nublado!

Ingredientes:

1/2 pacote de massa para gyoza (o pacote vem com 24 discos, mas eu dividi em duas receitas, veja DICAS)

2 colheres de chá de óleo de gergelim (pode usar qualquer outro óleo vegetal neutro)

2 xícaras de cogumelo shitake picado (pode substituir por qualquer cogumelo)

1 colher de chá de molho de soja

1 xícara de repolho fatiado finamente

1/4 de xícara de cebolinha verde picadinha

1 colher de chá de gengibre picado finamente

1 colher de chá de alho picado finamente

1 colher de chá de vinagre de arroz (pode usar o vinagre comum)

1 colher de chá de pasta de misô (opcional)

Molho para acompanhar:

6 colheres de sopa de molho de soja (eu usei o reduzido em sódio)

3 colheres de vinagre de arroz

pitada de pimenta calabresa

cebolinha verde picadinha

Modo de Preparo:

Em uma frigideira aqueça 1 colher de chá do óleo e acrescente os cogumelos. Salteie por 1 minuto até que fiquem brandos. Acrescente os demais ingredientes e refogue por mais 2 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar para rechear as massa.

Para rechear as massas:

1, 2, 3 gyoza japonês!

1, 2, 3 gyoza japonês!

É importante que o recheio esteja morno, quase frio. Pincele a massa com água (como fazemos com pastel). Coloque uma colher de sopa de recheio no meio da massa, dobre-a ao meio e vá “beliscando” para fechar. (Sinto muito mas esta parte foi impossível fotografar sozinha! 😀 ). Se não conseguir feche como pastel! Continue até rechear toda a massa.

Em uma frigideira, coloque 1 colher de chá de óleo de gergelim e acrescente os gyozas. Tampe de deixe fritar por 3 minutos, ou até que o fundo esteja dourado. Eu gosto de virá-los e deixar “bronzeado” dos lados, também – gyoza brasileiro!

Gyozas bronzeado nipo brasileiros

Gyozas bronzeados nipo brasileiros

Acrescente 1/4 de xícara de água à frigideira, volte a tampar e deixe cozinhar em fogo baixo por 2 minutos, até que  a água evapore e os gyozas estejam cozidos.

Misture todos os ingredientes do molho e sirva estas delicias puro ou com legumes salteados (eu usei um pacote de legumes congelados que tinha no freezer – mescla tailandesa!!).

DICAS:

  1. Eu fiz também de carne de porco moída. Substitua os cogumelos por 300gr de carne de porco suina e refogue até ficar dourada. Acrescente os demais ingredientes e siga o restante das instruções de preparo. Carne de frango também é uma sugestão.
  2. Os gyozas também podem ser preparados no vapor. Coloques-os em uma vaporeira e cozinhe por 10 minutos.

    Comida reconfortante, fácil e rápida

    Comida reconfortante, fácil e rápida

Nǐ hǎo! Na China como os chineses…

Nǐ hǎo! Ou, olá em chinês! É isso aí mesmo que você está pensando! Acabo de voltar de uma aventura pela China!

E aquela história de os dias terem mais horas? Bem… Já que não foi possível conseguir isto resolvi largar tudo e me aventurar pelos exóticos caminhos orientais. E bota exótico nisso!

Este post não é para falar sobre minha viagem, mas sobre tudo o que vi e comi por lá. Mas uma “viajadinha”  não faz mais a ninguém! Na verdade, acho que serão alguns posts falando dessa apaixonante aventura gastronômica que, de verdade, ficará para sempre na memória! E tão grande como a China é a sua gastronomia. De porco a pato, de pé a bucho, lá tudo se come. Um país com 1,3 bilhão de habitantes e apenas 0,08 hectares cultiváveis per capita, nem mosquito escapa!

Neste primeiro post vou falar sobre os banquetes maravilhosos que nos submetemos sem saber ao certo o que aconteceria. Uma aventura! Uma das vantagens de não falar a língua local e não poder se comunicar! Arrisque-se! E assim foi.

A maioria dos restaurantes não tem staff que fala inglês, mas tem um menu com uma tradução em inglês muito ao pé da letra que, na maioria das vezes, nos faz rir muito e não ajuda em nada. Mas as fotos dizem muito! Se você conhece da culinária chinesa! E não estou falando de frango xadrex ou chop suey. Esqueça tudo isso! Lá o negócio é mais sério. Para uma população que viveu parte da sua vida no campo e cercada de gente tendo que dividir um prato de arroz o respeito pela comida que agora eles tem acesso é gigante! E nada é desperdiçado…

Tivemos várias experiências fantásticas ao longo da viagem. Eu disse fantásticas! As outras foram maravilhosas!!! Sem querer encontramos um restaurante super tradicional, Family Li Imperial Cuisine, além do nome, nada de inglês e tudo de muito chinês onde apenas eram servidos menus degustação iniciando a experiência em 800 RMB, ou equivalente a R$ 260,00 chegando a R$ 980,00. Com um menu em inglês lá fomos para nosso banquete! 

Com mímicas e muita risadinha bem ao estilo chinês conseguimos pedir o nosso jantar que incluía de um prato de frutas como entrada, a snow frog (a tradução seria sapo da neve??), bucho de peixe, barriga de porco, pepino do mar – que mais parecia uma Havaianas® cozida horas a fio!! – muito tofu e feijão vermelho! Que manjar. Não torça o nariz. Como neste post aqui sobre a rabada ninguém me convence que algo é bom ou ruim pelo nome ou pela cara. Tenho que provar! E vou dizer que de tudo isso aí o bucho de peixe não tem gosto de nada. E pela foto é bem bonitinho. Mas confesso que fiquei feliz em saber que era bucho de peixe somente depois que comi!

Numa outra oportunidade, essa já sabida e reservada com bastante antecedência, fomos parar num dos melhores restaurantes de Pato Laqueado de Beijing, o 1949 – Duck du Chine. Apesar do nome francês, o lugar segue as rigorosas regras de “garçom não fala inglês – nem francês, só chinês!” e as fotos podem dizer muito, ou quase nada! Mas neste caso a estrela da noite seria o pato. Nem que eu tivesse que dançar imitando a ave, não sairia de lá sem a minha dose diária de canard, ou de , seja lá como você quer chamá-lo! O lugar é super descolado e lotado de turistas. Mas uma gama diferente de turistas. Não os que procuram pelo frango xadrez, mas por aqueles que querem o manjar da dinastia Ming! E com certeza vão encontrar. Além do pato, muitos outros pratos da culinária chinesa estão disponíveis no cardápio. Para começar, pedimos pé de frango que estavam SIMPLESMENTE DIVINOS. NEM SEI COMO FAZER PARA QUE VOCÊ ENTENDA O QUÃO DELICIOSO ESTAVAM! Cozidos num caldo de frango saborosíssimo e desmanchando na boca. Ai, babei! E para acompanhar, Kimchi, que é um picles de repolho muito apimentado e delicioso. Já poderia ter parado por aí, mas que nada. Quando a grande ave chega na mesa há uma certa pompa e circunstância! Não sei dizer se para o pato ou para nós. Mas os garçons chegam com um gongo, daqueles bem imperial e “pomnmnmnm”. A partir daí a orgia gastronômica se inicia! O maître corta as finas lâminas do tenro peito do pato, juntamente com sua pele crocante como uma pururuca e NADA oleosa e dispõe num pratinho lindo em formato de pato! O molhoHoisin, delicadamente misturado com azeite de gergelim e amendoim dá um toque todo especial para as finas panquequinhas que abraçarão aquele peito e juntos desaparecerão nas profundidades da minha alma! Tão esperado, tão desejado… 

 

Se você já não conseguir ler este post, não deixe de voltar aqui mais tarde. A próxima e última aventura é tão boa quanto as anteriores!

Em uma das nossas visitas aos Hutongs, ou as vielas onde viviam os chinese antigamente – muitos ainda vivem por aí – podemos até dizer que são as favelas de Beijing, fomos parar no Red Ding Coffee. Um restaurante quase perdido no fim da rua. E claro, na porta aquele menu cheio de fotos apetitosas e coloridas atraiu nossa atenção. De cara não pudemos resistir ao bambu assado. Ainda não tínhamos visto essa iguaria em nenhum lugar. Ou nosso domínio da língua chinesa não tinha sido eficiente até então! E valeu muito a pena ser atraídos pelo desejo! Um restaurante simples, mas cheio de locais que vinham se deliciar com os pratos aromáticos e bem cuidados que saiam da cozinha. Nosso banquete incluiu o bamboo cozido que se parece muito com um palmito, na aparência. Cortado ao meio o miolo é que se come e seu sabor é exclusivo e inigualável! O iaque – é boi, não se espante! Mas uma espécie encontrada do Himalaya a Mongólia! – cozido com cebolinha estava de comer ajoelhado! e para acompanhar tofu cozido em molho Sichuan. Maravilhoso, mas em doses homeopáticas pelo grau de ardência! Mas era impossível comer um só! 

 

 

Prá começar a conversa, foi isso que comemos na China. Ou parte, porque nos próximos capítulos vou falar sobre a comida de rua, incluindo os insetos! E logo mais a maravilha dos Dim Sum, tão característicos em Hong Kong.

Zài nàlǐ!

Halloween?? Não! Comida de rua na China!

Precisa ter estômago… E tinha! De boi e de porco!



Esta feira de rua que encontramos por acaso próximo ao calçadão de Wangjuging, em Beijing foi um grande achado. Nosso primeiro dia e saímos ra procurar um restaurante. Estávamos famintos… E de cara nos deparamos com cobras, lagartos e aranhas! É… a fome não era tanta assim! Juro que amarelei. Na verdade, não vimos ninguém comendo. Nem turista, nem chinês. Achei mesmo que poderia ser uma pegadinha. Mas num lugar onde a comida é super respeitada e se come de tudo, como aquela montanha de insetos estaria ali só para fazer uma graça?? A resposta eu não sei. Só sei que passei direto pelos escorpiões e lacraias e fui encarar algo mais light, diet! AInda se eu fosse paga para comer tudo isso… Agora entendo os programas de culinária exótica da TV.  E não me sentia tão culpada. Já tinha encarado sapo e bucho de peixe!

 

A comida de rua na China é muito popular. E barata! Não são barraquinhas como nesta feira, mas pequenas lojinhas espremidas umas contras as outras e vendendo basicamentenoodles e dumplings*. E estão sempre lotadas. Não dá para usar a teoria de que a que está cheia é a melhor. Todas estão! Sendo assim encontramos um balcão apinhado de gente e foi aí que comemos o nosso primeiro prato de xiao long bao. Cena bizarra! Mímicas, risadinhas e apontar para o prato do vizinho foi a nossa saída! E descobrir que eu mesma deveria me servir de uma sopa, uma espécie de mingau de um latão gigante onde borbulhavam grãos de milho! Como é bom não falar a língua! Novas descobertas todos os dias!

 

Noodles também estão como a comida de rua muito popular. Você compra a tua tigela e sai feliz comendo aquele macarrão fumegante pelas ruas frias da cidade. Muito bom! 

 

Xiao long bao é um dumpling muito característico de Shanghai, por isso, lá fomos encontrar a melhor barraca da cidade – ou de toda a China, como se orgulham os proprietários! Só consegui encontrar a tal casinha pelo tamanho da fila! Um Bacio de Latte® em Shanghai, se é que vocês me entendem!?! O balcão que vende a iguaria não é maior que 30 cm. Mas o negócio cresceu tanto que você tem a opção de sentar no restaurante que tem 3 andares. No 1º andar você tem a opção de sentar mas não de escolher o que quer comer! Eles te oferecem o que está disponível. No 2º andar você já pode escolher mas de um cardápio mais restrito. E o 3º andar e mais disputado, aí sim! Todas as delícias de um verdadeiro banquete! Mas como sempre menos é mais, a tigelinha da rua faz tanto sucesso quanto. O importate era se deliciar com essas massinhas cozidas no vapor recheadas de uma deliciosa carne de porco ou caranguejo e um consome delicado e surpreendende lá dentro. Cada trouxinha traz a surpresa de ter uma sopinha dentro. Lindo, delicioso e inusitado! 

 

Valeu a espera e ter passado reto pelos insetos. Deixo estes para o pessoal da TV!

 

 

*Aqui uso o termo genérico das massinhas cozidas. Mas na culinária oriental, cada dumpling tem seu nome próprio. Mais ou menos como o macarrão na Itália!

Nasi Goreng, ou Arroz Frito

Fiz um almoço tão rápido e tão delicioso que em 30 minutos eu já estava postando uma foto no Facebook.

E não é que choveram comentários na foto? Fico super feliz que cada vez mais gente está ligada na gastronomia. Isso é muito bom. Comer melhor é uma opcão de vida e não requer nenhuma prática nem muito tempo. Este prato é um excelente exemplo disso! Nem era prá ser um post no blog e logo estou aqui!…

Na verdade sempre fui adepta das comidas Stir Fry. Tudo muito fresco, rápido e prático. E na mesa uma deliciosa refeição que agrada a todos! E quem faz uma vez repete sempre. Ou melhor, não repete muito pois este prato é tão versátil que mil combinações podem ser feitas. Invente a sua e conte aqui o resultado. Coloque tudo na sua wok e já!

 

Nasi Goreng Indonésio (Serve 4)*

Ingredientes:

400 gr de alcatra cortada em tiras

1 colher de sopa de gengibre picado

3 colheres de sopa de molho de soja

2 ovos

sal, o quanto baste

80 ml de óleo de girassol

3 dentes de alho moídos

1 cebola cortada em rodelas

1 pimentão vermelho cortado em tiras

1 pimentão amarelo cortado em tiras

200 gr de floretes brócolis cozidos al dente (ou crus se você gosta mais crocante)

200 gr de arroz cozido e frio (esta receita é ótima para dar um fim na sobras de arroz)

Um punhado de folhas de coentro

Modo de Preparo:

Comece preparando uma marinada com 2 colheres de molho de soja, gengibre e alho. Coloque a carne e deixe marinar.

Bata os ovos com o sal e pincele uma frigideira com um pouco de óleo e despeje os ovos. Cozinhe por 2 minutos a fogo médio. Vire o omelete e cozinhe por mais 1 minuto. Retire e deixe esfriar. Enrole o omelete como um rocambole para cortar tiras fininhas. Reserve.

Numa wok coloque o restante do azeite e quanto estiver BEM quente coloque a carne. Queremos fritá-la rapidamente, não cozinhá-la. Vá salteando até que esteja com um tom dourado. Retire da wok e reserve. Acrescente as cebolas, os pimentões e os brócolis e salteie até que a cebola comece a dourar. Acrescente o arroz e misture tudo vigorasamente. Coloque o molho de soja restante e o omelete. Misture. Despeje a carne e o suco que se formou sobre o arroz e decore com as folhas de coentro.

Coma assim, fervendo!

 

DICAS:

  1. Se quiser pular a parte do omelete, misture os ovos depois de ter salteado as verduras e mexa bem para fazer “ovos mexidos”!
  2. O arroz pode ser substituído por massa (Hokkien, Xangai, ou qualquer espaguetti que você tenha na despensa!). Esse é Mee Goreng.
  3. A carne pode ser substituída por peito de frango, camarões ou tudo pode ser misturado.
  4. As verduras… O que vier a cabeça ou o que estiver sobrando na geladeira!

Viu só, já são várias combinações!!!

* Esta receita, com algumas adaptações, retirei de “O Livro Essencial da Cozinha Asiática” – Könemann. Amo este livro. Foi aí que comecei minha jornada pela cozinha oriental!

Esses gatos não nasceram pobres…

Vocês se lembram da música dos Saltimbancos “Nós gatos já nascemos pobres”? Isso não se aplica a todos os felinos. Ontem fui parar em Los Gatos. Se alguém tivesse me recomendado ir a esta pequenina – e rica! – cidade eu pensaria e pesquisaria muito antes. Mas eu juro que a internet não faz jus a este jóia escondida no Vale do Silício!

Fui parar lá atrás de um curso de culinária, mas o que eu encontrei foi muito mais gratificante que ficar atrás de um fogão. E olha que pra eu falar isso precisa muito.

É uma little town americana, linda e charmosa, cheia de cafés e boutiques. As ruas são estreitas, arborizadas e muito verde e flores por todos os lados. Afinal, é primavera!

Caminhei a manhã toda, com paradas em galerias de arte, lojas de cozinha, é claro e cafés. Tem um lugar lindo e charmoso, Los Gatos Gourmet, que é uma deli, loja de vinho e mini farmer’s market. Nem todos os produtos do menu estão disponíveis pois depende do mercado. Isso é lindo! Resolvi não almoçao por ali pois ainda era cedo demais. Mas um capuchino aguçou os meus sentidos. E ainda de quebra, comecei a escrever este post lá pois sempre há Wi-Fi disponível.  Affff! 

Além das tradicionais Williams-Sonoma Sur la Table, outras lojinhas de coisinhas de cozinha e afins estão alinhadas pela University e Mais Street. Mas o que mais me encantou foi uma praça chamada de Old Town, onde edifícios históricos abrigam lojas, restaurantes e boutiques, onde antes era uma escola primária, lá nos idos de 1875. Foi aí que matei a minha vontade de comida californiana e uma fria taça de Chardonnay!

Wine Cellar, a primeira vista me pareceu um restaurante do estilo fine dining de alguma cadeia americana. Mas descobri que esta jóia é uma único establecimento desde 1966 e o retaurante mais antigo da cidade. Mas como ninguém sobrevive ao tempo, muitas mudanças aconteceram e eu juro que prá melhor!

Eu me deliciei com uma entrada de crab cakes que estavam crocantes e suculentos com um cole slaw asiático. O meu prato principal foi um atun Ahi com crosta de gergelim e bok choy. A influência asiática está por todos os lados por aqui. Foi bom rever os japas e chinas que já estava quase desacostumada! Se não fossem minhas amigas Andrea e Carol, acho que eu não reconheceria mais este povo pela rua!!!!

Realmente os gatos daqui não parecem ter nascidos pobres. A cidade é linda e cheia de charmosas surpresas. Com crteza existem outros lugares maravilhosos que não tive tempo de descobrir, mas esta dica fica prá você me contar quando vier pra estas bandas! 

E para terminar me deparei com uma enorme loja da Borders fechando suas portas. Uma tristeza nestes tempos da era digital… Mas a boa notícia é que comprei 5 livros por USD 12.00. Tristeza para uns, felicidade de outros!