Nǐ hǎo! Na China como os chineses…

Nǐ hǎo! Ou, olá em chinês! É isso aí mesmo que você está pensando! Acabo de voltar de uma aventura pela China!

E aquela história de os dias terem mais horas? Bem… Já que não foi possível conseguir isto resolvi largar tudo e me aventurar pelos exóticos caminhos orientais. E bota exótico nisso!

Este post não é para falar sobre minha viagem, mas sobre tudo o que vi e comi por lá. Mas uma “viajadinha”  não faz mais a ninguém! Na verdade, acho que serão alguns posts falando dessa apaixonante aventura gastronômica que, de verdade, ficará para sempre na memória! E tão grande como a China é a sua gastronomia. De porco a pato, de pé a bucho, lá tudo se come. Um país com 1,3 bilhão de habitantes e apenas 0,08 hectares cultiváveis per capita, nem mosquito escapa!

Neste primeiro post vou falar sobre os banquetes maravilhosos que nos submetemos sem saber ao certo o que aconteceria. Uma aventura! Uma das vantagens de não falar a língua local e não poder se comunicar! Arrisque-se! E assim foi.

A maioria dos restaurantes não tem staff que fala inglês, mas tem um menu com uma tradução em inglês muito ao pé da letra que, na maioria das vezes, nos faz rir muito e não ajuda em nada. Mas as fotos dizem muito! Se você conhece da culinária chinesa! E não estou falando de frango xadrex ou chop suey. Esqueça tudo isso! Lá o negócio é mais sério. Para uma população que viveu parte da sua vida no campo e cercada de gente tendo que dividir um prato de arroz o respeito pela comida que agora eles tem acesso é gigante! E nada é desperdiçado…

Tivemos várias experiências fantásticas ao longo da viagem. Eu disse fantásticas! As outras foram maravilhosas!!! Sem querer encontramos um restaurante super tradicional, Family Li Imperial Cuisine, além do nome, nada de inglês e tudo de muito chinês onde apenas eram servidos menus degustação iniciando a experiência em 800 RMB, ou equivalente a R$ 260,00 chegando a R$ 980,00. Com um menu em inglês lá fomos para nosso banquete! 

Com mímicas e muita risadinha bem ao estilo chinês conseguimos pedir o nosso jantar que incluía de um prato de frutas como entrada, a snow frog (a tradução seria sapo da neve??), bucho de peixe, barriga de porco, pepino do mar – que mais parecia uma Havaianas® cozida horas a fio!! – muito tofu e feijão vermelho! Que manjar. Não torça o nariz. Como neste post aqui sobre a rabada ninguém me convence que algo é bom ou ruim pelo nome ou pela cara. Tenho que provar! E vou dizer que de tudo isso aí o bucho de peixe não tem gosto de nada. E pela foto é bem bonitinho. Mas confesso que fiquei feliz em saber que era bucho de peixe somente depois que comi!

Numa outra oportunidade, essa já sabida e reservada com bastante antecedência, fomos parar num dos melhores restaurantes de Pato Laqueado de Beijing, o 1949 – Duck du Chine. Apesar do nome francês, o lugar segue as rigorosas regras de “garçom não fala inglês – nem francês, só chinês!” e as fotos podem dizer muito, ou quase nada! Mas neste caso a estrela da noite seria o pato. Nem que eu tivesse que dançar imitando a ave, não sairia de lá sem a minha dose diária de canard, ou de , seja lá como você quer chamá-lo! O lugar é super descolado e lotado de turistas. Mas uma gama diferente de turistas. Não os que procuram pelo frango xadrez, mas por aqueles que querem o manjar da dinastia Ming! E com certeza vão encontrar. Além do pato, muitos outros pratos da culinária chinesa estão disponíveis no cardápio. Para começar, pedimos pé de frango que estavam SIMPLESMENTE DIVINOS. NEM SEI COMO FAZER PARA QUE VOCÊ ENTENDA O QUÃO DELICIOSO ESTAVAM! Cozidos num caldo de frango saborosíssimo e desmanchando na boca. Ai, babei! E para acompanhar, Kimchi, que é um picles de repolho muito apimentado e delicioso. Já poderia ter parado por aí, mas que nada. Quando a grande ave chega na mesa há uma certa pompa e circunstância! Não sei dizer se para o pato ou para nós. Mas os garçons chegam com um gongo, daqueles bem imperial e “pomnmnmnm”. A partir daí a orgia gastronômica se inicia! O maître corta as finas lâminas do tenro peito do pato, juntamente com sua pele crocante como uma pururuca e NADA oleosa e dispõe num pratinho lindo em formato de pato! O molhoHoisin, delicadamente misturado com azeite de gergelim e amendoim dá um toque todo especial para as finas panquequinhas que abraçarão aquele peito e juntos desaparecerão nas profundidades da minha alma! Tão esperado, tão desejado… 

 

Se você já não conseguir ler este post, não deixe de voltar aqui mais tarde. A próxima e última aventura é tão boa quanto as anteriores!

Em uma das nossas visitas aos Hutongs, ou as vielas onde viviam os chinese antigamente – muitos ainda vivem por aí – podemos até dizer que são as favelas de Beijing, fomos parar no Red Ding Coffee. Um restaurante quase perdido no fim da rua. E claro, na porta aquele menu cheio de fotos apetitosas e coloridas atraiu nossa atenção. De cara não pudemos resistir ao bambu assado. Ainda não tínhamos visto essa iguaria em nenhum lugar. Ou nosso domínio da língua chinesa não tinha sido eficiente até então! E valeu muito a pena ser atraídos pelo desejo! Um restaurante simples, mas cheio de locais que vinham se deliciar com os pratos aromáticos e bem cuidados que saiam da cozinha. Nosso banquete incluiu o bamboo cozido que se parece muito com um palmito, na aparência. Cortado ao meio o miolo é que se come e seu sabor é exclusivo e inigualável! O iaque – é boi, não se espante! Mas uma espécie encontrada do Himalaya a Mongólia! – cozido com cebolinha estava de comer ajoelhado! e para acompanhar tofu cozido em molho Sichuan. Maravilhoso, mas em doses homeopáticas pelo grau de ardência! Mas era impossível comer um só! 

 

 

Prá começar a conversa, foi isso que comemos na China. Ou parte, porque nos próximos capítulos vou falar sobre a comida de rua, incluindo os insetos! E logo mais a maravilha dos Dim Sum, tão característicos em Hong Kong.

Zài nàlǐ!

Halloween?? Não! Comida de rua na China!

Precisa ter estômago… E tinha! De boi e de porco!



Esta feira de rua que encontramos por acaso próximo ao calçadão de Wangjuging, em Beijing foi um grande achado. Nosso primeiro dia e saímos ra procurar um restaurante. Estávamos famintos… E de cara nos deparamos com cobras, lagartos e aranhas! É… a fome não era tanta assim! Juro que amarelei. Na verdade, não vimos ninguém comendo. Nem turista, nem chinês. Achei mesmo que poderia ser uma pegadinha. Mas num lugar onde a comida é super respeitada e se come de tudo, como aquela montanha de insetos estaria ali só para fazer uma graça?? A resposta eu não sei. Só sei que passei direto pelos escorpiões e lacraias e fui encarar algo mais light, diet! AInda se eu fosse paga para comer tudo isso… Agora entendo os programas de culinária exótica da TV.  E não me sentia tão culpada. Já tinha encarado sapo e bucho de peixe!

 

A comida de rua na China é muito popular. E barata! Não são barraquinhas como nesta feira, mas pequenas lojinhas espremidas umas contras as outras e vendendo basicamentenoodles e dumplings*. E estão sempre lotadas. Não dá para usar a teoria de que a que está cheia é a melhor. Todas estão! Sendo assim encontramos um balcão apinhado de gente e foi aí que comemos o nosso primeiro prato de xiao long bao. Cena bizarra! Mímicas, risadinhas e apontar para o prato do vizinho foi a nossa saída! E descobrir que eu mesma deveria me servir de uma sopa, uma espécie de mingau de um latão gigante onde borbulhavam grãos de milho! Como é bom não falar a língua! Novas descobertas todos os dias!

 

Noodles também estão como a comida de rua muito popular. Você compra a tua tigela e sai feliz comendo aquele macarrão fumegante pelas ruas frias da cidade. Muito bom! 

 

Xiao long bao é um dumpling muito característico de Shanghai, por isso, lá fomos encontrar a melhor barraca da cidade – ou de toda a China, como se orgulham os proprietários! Só consegui encontrar a tal casinha pelo tamanho da fila! Um Bacio de Latte® em Shanghai, se é que vocês me entendem!?! O balcão que vende a iguaria não é maior que 30 cm. Mas o negócio cresceu tanto que você tem a opção de sentar no restaurante que tem 3 andares. No 1º andar você tem a opção de sentar mas não de escolher o que quer comer! Eles te oferecem o que está disponível. No 2º andar você já pode escolher mas de um cardápio mais restrito. E o 3º andar e mais disputado, aí sim! Todas as delícias de um verdadeiro banquete! Mas como sempre menos é mais, a tigelinha da rua faz tanto sucesso quanto. O importate era se deliciar com essas massinhas cozidas no vapor recheadas de uma deliciosa carne de porco ou caranguejo e um consome delicado e surpreendende lá dentro. Cada trouxinha traz a surpresa de ter uma sopinha dentro. Lindo, delicioso e inusitado! 

 

Valeu a espera e ter passado reto pelos insetos. Deixo estes para o pessoal da TV!

 

 

*Aqui uso o termo genérico das massinhas cozidas. Mas na culinária oriental, cada dumpling tem seu nome próprio. Mais ou menos como o macarrão na Itália!

Feliz Ano Novo com “O Pote da Fortuna”

Estava aqui confabulando com as minhas memórias e lembrei que no ano passado, nesta altura do campeonato eu estava entre caixas, malas, mudanças e escrevendo uma receita de lentilhas para o ano de 2012.

Este ano, já com a vida ajeitada, muito mais sossegada depois de uma semana tsunami antes do Natal fiquei pensando como seria meu ano novo. Claro que nada trivial, 7 ondas, caroços de uva, flores para Iemanjá… Quando o sino tocar as 12 badaladas estarei, provavelmente, na fila de embarque de um vôo no aeroporto de Cumbica. Do jeito que eu gosto! Rumo às férias! *Só espero que a torcida do Corinthians não apareça por lá!*

Mas queria antecipar a tradicional comemoração. Como aqui em casa não seguimos muito as regras eu pensei: – “Por que não comer lentilhas hoje mesmo? Afinal, acho que não encontrarei nada parecido no aeroporto!” Além do que esta leguminosa é hors concourspor aquiDesde muito pequeno ensinei ao meu filho que as lentilhas são moedas de ouro. O bichinho devora cada grão! E tem tudo a ver com o pote a fortuna que eu estava pensando em preparar.

Esta receita é da sempre maravilhosa Diva da Cozinha Nigella Lawson. Eu adaptei um pouquinho pois queria fazer a apresentação parecer um potinho da fortuna. Sabe aquele cheio de mandingas e afins? Alho, pimenta, pé de coelho… Esta cumbuca representa sorte, paz, amor e fortuna. E que venha 2013!

 

Pote da Fortuna (Serve 4 – se a sua turma for grande pode dobrar ou triplicar a receita sem problema!)

 

Azeite de oliva, o quanto baste 

1 cebola pequena cortada em cubinhos

1 cenoura cortada em cubinhos

2 dentes de alho picado

250 gr de lentilhas ( a receita original pede lentilhas Puy – são melhores e mais firmes, mas eu usei a nossa lentilha nacional)

1 ramo de tomilho

1 ramo de salsinha

1 folha de louro

100 ml de vinho branco

300 ml de caldo de legumes ou água

2 chalotas picadas finamente

4 colheres de sopa de vinagre de jerez

sal e pimenta o quanto baste

sementes de 1 romã

2 colheres de sopa de ciboulete picada

 

 

Em uma panela média aqueça 2 colheres de sopa de azeite de oliva. Acrescente a cebola, a cenoura e o alho e salteie por 3 minutos, sem deixar dourar. Junte as lentilhas, as ervas e o vinho branco. Deixe ferver para que o alcool evapore e acrescente o caldo ou água. Cozinhe em fogo médio por 20 minutos ou até que todo o líquido seja absorvido. Mas atenção: as lentilhas devem ficar  al dente. Não cozinhe muito pois elas ficaram empapadas.

Retire as ervas e coe caso haja algum líquido. Em uma tigela misture a chalota, o vinagre e azeite de oliva. Tempere com sal a pimenta. Coloque este vinagrete sobre as lentilhas e sirva em potinhos ou ramequins. Coloque as sementes de romã e a ciboulete sobre as lentilhas com muita fé e pensamento positivo. Sirva morno e coma 7 garfadas em um pé só!

Feliz Ano Novo!!

Comida russa bem conhecida por estas bandas!

Acabo de voltar de mais uma viagem. Acho que será a última. De vez tenho que voltar à realidade que agora me corresponde! Rs!!

Nesta última viagem tive a sorte de comer em excelentes restaurantes e experimentar algumas comidinhas novas para mim. Bem… umas são bem conhecidas por nós, mas com uma preparação totalmente diferente.

Fui jantar num restaurante russo chamado Pasternak. Nada de muita “pompa e circunstância” como eu imaginaria ser um restaurante russo… Carpetes vermelhos, cortinas de veludo, cadeiras de czares! (Quanto estereótipo, meu Deus!). E a comida, confesso, que sem muita surpresa. O que não quer dizer que eu não gostei. Tudo o que pedimos estava muito bem preparado e delicioso. Talvez eu estivesse esperando algo novo, mas percebi que, apesar de nunca antes ter ido a um restaurante russo, já comi muita comida russa! E acredito que você também: borscht – ou sopa de beterraba, varenyky – ou pierogi, dumpling, koptyka, ou até mesmo “ravioli” e a mais comum, estrogonofe!

Eu tenho um preconceito ENORME em comer estrogonofe que não seja o meu. Oops… Falei! Rs Já comi muitas vezes em vários lugares e NÃO DISSE que não gosto, mas o problema são as adaptações… Às vezes sou chata e muito purista. Depois que aprendi a receita original de stroganov*, é sempre isso que quero comer quando se trata de um prato a base de carne e creme de leite. Como o próprio nome sofreu alterações, assim aconteceu com a receita. E eu aprendi essa receita assistindo a um programa de TV de duas senhoras gordinhas que saiam pela Grã Bretanha cozinhando por aí, Two Fat Ladies. Fui checar a sua autenticidade e vi que o livro Professional Chef da CIA também traz uma versão muito parecida com a russa. E foi isso que eu comi lá no Pasternak. E estava divino! E o mais curioso, o stroganov foi servido com fetuccine! Arroz e batata palha?? Coisa de brasileiro, como o molho de tomate ou catshup na receita!

* Reza a lenda quem criou esta receita foi Charles Briere, um chefe francês que trabalhava para o Conde Paul Stroganov. Porém, muitos acreditam que sua origem é muito mais antiga.

Será?

 

Stroganov – com adapdações da condessa aqui! (Serve 4 pessoas)

Ingredientes:

700 gr de filé mignon cortados em tiras finas

sal, pimenta do reino e páprica doce (opcional) a gosto

3 colheres de sopa de manteiga

1 cebola média cortada em fatias

400 gr de cogumelos frescos fatiados (eu usei crimini, mas champignon também é ótimo – POR FAVOR não use em conserva. Altera muito o sabor final…)

2 colheres de sopa de mostarda Dijon

100 ml de caldo de carne

3 colheres de sopa de conhaque

350 ml de creme de leite fresco

salsinha picadinha, o quanto baste

Modo de Preparo:

Comece temperando a carne com sal, pimenta do reino e páprica. Reserve.

Em uma frigideira grande coloque 1 colher de manteiga para aquecer. Quanto a manteiga derreter junte a cebola e refogue pro ins 5 minutes, até sue fique translúcida. Com o fogo alto acrescente os cogumelos fatiados e salteie até começarem a cozinhar has não fiquem moles. Retire da frigideira e reserve.

Nesta mesa frigideira coloque as 2 colheres de manteiga restantes e aqueça até que esteja bem quente. Acrescente a carne, em partes, pois queremos salteá-la e não cozinhar soltando líquido. Isto dave lever uns 2 minutos. Depois que saltear toda a carne volte tudo para a frigideira. Misture a mostarda e o caldo de carne e coloque sobre a carne. Prove o tempero, pois talvez necessite acrescentar mais sal. Assim que ferver acrescente o conhaque. Com muito cuidado ascenda um fósforo sobre a frigideira para flambar. Quando o fogo apagar o alcoól terá evaporado. Reduza o fogo e acrescente o creme de leite misturando bem. Não deixe ferver. Coloque a salsinha picada por cima e sirva.

DICAS:

  1. Eu inovei e servi com papardelle!

Amo muito tudo isso! ®

Nos próximos posts que eu escrever vocês vão “ouvir”  falar muito nos Estados Unidos. É que estou aqui curtindo umas férias! Na verdade, trabalhando de mãe-chofer quase 24/7! Mas vale a pena pois além do sorriso gratificandte no rosto do filhão estou na terra do Tio Sam que eu tanto amo.

Muito gente tem muita coisa contra os EUA, mas eu juro que não consigo achar defeito. Amo muito tudo isso ® e juro que nem esse consumo excessivo me incomoda! hihihi

Hoje me deparei com uma gigantesca loja (lógico!) da Whole Foods Market (R) naquelasjunctions maravilhosas que só as estradas americanas têm! Um paraíso. Passei horas olhando. É incrível como podemos comprar de TUDO nestas lojas. E as coisas inusitadas, práticas e que nunca vemos por ai? Afff. Quase perdi a hora! Mas o melhor foi o balcão de comidas prontas. Eu preciso mandar almoço pro meu pequeno todos os dias. Até hoje ele levava sanduiches, mas a partir de manhã caixinhas maravilhosas da Whole Foods Market recheadas de deliciosas pastas, frango frito, saladinhas, noodles vão aparecer feito mágica (!) na sua lancheira. E gourmand do jeito que ele é seguramente virá um beijo e um abraço super apertado pra mamãe!!

Mas não fiquemos só na comidinha do moleque. Confesso que eu não resisti ao cheiro maravilhoso que vinha do curry. A parte de comidas indianas estava irresistível. Ai… quando é que um supermercado tem essa variedade e qualidade? Valha me Deus! Ataquei de Chicken Tikka Masala, Dal Lentils e Arroz Basmati. Uma caixota enorme por USD 5.27!

Sentei nas mesinhas comunitárias  da loja – isso ai, a loja dispõe de mesas, água e bom astral – para almoçar lendo a edição deliciosa do mês de Abril da revista local Food and Wine!

P.S. Enquanto digito este post ainda sinto o gostinho de cardamomo na boca…