#ColetivoGastronômico traz Receitas de Família [Panquecas de Carne da Bisa Candu]

Receita de Família é algo muito controverso por aqui em casa. Minha mãe aprendeu a cozinhar com sua mãe. E eu com ela. Mas como estudei gastronomia sempre fazia algumas “alterações” nas receitas passadas de gerações. Coisas de foodie. E isso nunca foi um ponto pacífico por aqui.

Mas uma receita que nunca foi alterada – bem… quase! – foi a receita de panquecas de carne da minha avó, que chamávamos carinhosamente de Bisa Candú. Minha avó teve uma vida muito dura, criando, praticamente sozinha seus 5 filhos. Meu avó era caixeiro viajante e saia pelo mundo para ganhar o sustento da família. E era a Dona Candida que ficava a frente da família.

Me lembro de sua tortilla espanhola feita com vagens. E era assim que eu sempre imaginei que fosse. Anos depois, fui descobrir que a receita original leve batatas e cebola, mas que, provavelmente, na sua receita colocava vagem porque era a “xepa” da feira!

Esta receita de panquecas era um pedido unânime entre os netos. A carne bem temperada e “molhadinha” recheava uma massa fininha, quase uma renda, que nunca consegui reproduzir. Talvez fosse o segredo que levou com ela e que nunca saberei em vida! 😉

A receita é tão emblemática que foi parar nos murais do Museu da Imigração, na exposição Migrações à Mesa, onde o nosso caderno de receitas está exposto. Fica aqui o meu convite para visitá-la. Uma exposição linda, singela, feita com uma curadoria exemplar e cuidadosa, com muita história culinária para contar a partir do caderno de receitas de várias famílias paulistanas. Nós somos uma delas!!! 🙂

As panquecas da família ilustrando o mural da Exposição Migrações à Mesa

As panquecas da família ilustrando o mural da Exposição Migrações à Mesa

Panquecas de Carne da Bisa Candú (Serve 4 pessoas)

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

Ingredientes:

Para a massa:

240 ml de leite (1 xícara)

2 ovos inteiros

60 ml de óleo vegetal (1/4 de xícara de chá)

180 g de farinha de trigo (aproximadamente 1 e 1/2 xícaras de chá)

15 g de queijo parmesão ralado (3 colheres de sopa)

Para o recheio:

1 colher de sopa de azeite de oliva

500 g de carne moída (usei patinho)

1 cebola média picada finamente

2 dentes de alho picados

1 colher de sopa de cominho (está aí o seu segredo do recheio)

1 folha de louro

3 tomates italianos sem pele e sem semente picados ou “esmagados”, como a bisa fazia

1 xícara da azeitonas verdes sem caroço  – a Bisa adorava azeitonas, mas colocava com caroço!

sal e pimenta do reino a gosto

200 g de queijo queijo mussarela ralado para gratinar

Salsinha picada para finalizar

Modo de Preparo:

Começar preparando o recheio. Em uma panela colocar o azeite para aquecer e acrescentar a carne. Fritar em fogo bem alto, mexendo sempre, para que doure e não cozinhe soltando água. Adicionar a cebola e o alho e fritar bem, por uns 3 minutos. Tempere com o cominho, misturando sempre e adicione a folha de louro.

O segredo era o cominho... Será?

O segredo era o cominho… Será?

Reduza o fogo para médio e acrescente os tomates. A Bisa ia esmagando os pedaços de tomates com as costas da colher para se desfazerem no refogado. Deixe cozinhar em fogo baixo por 5 minutos, com a panela tampada.

Acrescente as azeitonas e tempere com sal e pimenta. Lembre-se que as azeitonas já são salgadas! Manere no sal.

Desligue o fogo e vamos à massa:

No liquidificador bata o leite, os ovos e o óleo. Acrescente o queijo ralado e a farinha aos poucos. Talvez você não precise usar toda a farinha. O ideal é uma massa com consistência quase líquida, para fazer uma panqueca bem fininha, como as da Bisa.

No fogão, aqueça uma frigideira anti aderente. Se você não confia no poder antiaderente de sua frigideira, unte com um pouco de óleo ou azeite passando com um papel toalha.

Coloque uma concha de massa na frigideira fazendo movimento circulares para que toda a superfície da frigideira esteja coberta. Deixe assar por 2 minutos. As bordas começarão a soltar. Com a ponta dos dedos, ou com a ajuda de uma espátula vire a panqueca e asse do outro lado.

A panqueca de rendinha

A panqueca de rendinha

Repita até usar toda a massa. A Bisa tinha muita prática e já ia recheando as panquecas enquanto uma outra estava assando. Mas você poderá empilhá-las num pratos e rechear odas de uma vez.

Coloque o recheio no meio da panqueca, com generosidade! E enrole-as formando um cilindro. Eu não gosto de fechar as bordas para que todos possa ver o recheio. Mas transfira com cuidado para um refratário, untado com um pouco de azeite para não sair o recheio pelas laterais.

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

Cubra com o queijo mussarela ralado e leve para gratinar por 5 minutos sob o grill do forno. Salpique salsinha e libere suas memórias gastronômicas! ❤

Uma homenagem a minha querida avó. Estamos aqui brindando em sua homenagem, Bisa Candú!

Uma homenagem a minha querida avó. Estamos aqui brindando em sua homenagem, Bisa Candú!

Para mais receitas de família acesse os blogs participantes do #Coletivo Gastronômico

#ColetivoGastronômico

#ColetivoGastronômico

Com história, por favor!! [Tortinhas com Massa de Aveia e Azeite de Oliva]

Não há nada mais gratificante para uma escritora de um diário de receitas virtual (leia-se blog) que um seguidor elogiar suas fotos no Instagram e dizer que está ansioso pela receita!

Hoje em dia, receitas pipocam aos milhares na rede e muito raramente alguém vai até um blog de receitas atrás de uma. Ainda mais se o blog em questão tiver um monte de palavras – como este aqui, que contam uma história – antes da tão esperada receita. E eu sou assim. Uma contadora de histórias. Quando comecei o blog, minha intenção nunca foi passar receitas, mas contar meus “causos”. Achei que a receita seria uma isca! 😉 Muitas vezes, eu também recorro ao “Santo Google” para encontrar uma receita rapidinha ou uma dica no meio de um preparo.

No entanto, o que eu gosto mesmo, é de ler o que antecede a receita. Saber o porquê dela estar ali, conhecer a pessoa atrás da tela do computador apenas lendo as palavras que ela cuidadosamente escolheu para emoldurá-la! Adoro livros que trazem contos e pontos. Não só as receitas. Que se importam com que os ingredientes sejam os personagens de um romance ou uma aventura que acabará em um delicioso banquete e viverão felizes para sempre tendo cumprido o seu papel no mundo da alimentação…

O meu favorito é Yotam Ottolenghi. A cada receita, em todos os seus livros, lindas histórias de sua infância em Jerusalém, sua vida em Londres, me transportam para o Oriente Médio num lindo faz de conta gastronómico. Adoro também Fuchsia Dunlop e sua  capacidade de fazer da cozinha chinesa algo trivial e corriqueiro. Aqui no Brasil, quem representa muito bem este papel é a chef Carla Pernambuco. Seus livros, sempre recheados de histórias de cozinha, transformam qualquer receita numa viagem!

Mas voltando a receita de hoje… Agradeço muito a Deia Tomaz, que através de um singelo comentário no Instagram, fez esta postagem virar quase um romance! 😉

Tortinhas de Farinha Integral, Aveia e Azeite de Oliva (6 tortinhas de 10cm ø)

Com tampinha ou sem, essas tortinhas são deliciosas opções para um lanche

Com tampinha ou sem, essas tortinhas são deliciosas opções para um lanche

Ingredientes:

150g de farinha de trigo integral

50g de flocos finos de aveia

1 colher de chá de sal

2 ovos pequenos, ligeiramente batidos (aproximadamente 100g)

6 colheres de sopa de azeite de oliva (aproximadamente 90ml)

1 colher de sopa de água gelada

Os recheios podem ser do que tiver na geladeira.

Os recheios podem ser do que tiver na geladeira.

Modo de Preparo:

Misture todos os ingredientes secos em uma tigela. Em outro recipiente misture bem os ovos e o azeite. Coloque esta mistura na tigela dos ingredientes secos e comece a misturar até incorporar. Adicione aos poucos a água, se necessário. Dependendo da umidade da farinha toda a água será utilizada ou apenas um pouquinho. A massa deverá ficar macia e de fácil manuseio. Se estiver grudenta polvilhe um pouco de farinha só para atingir o ponto.

Massa muito fácil e deliciosa de se trabalhar

Massa muito fácil e deliciosa de se trabalhar

Divida a massa em 3 partes. 2/3 será utilizado para forrar o fundo das forminhas. Não precisa usar o rolo para abrir, pois esta massa fica bem maleável para abrir com as pontas dos dedos diretamente na forminha.

Recheie a gosto. Como a massa fica bem sequinha, em razão da farinha integral e aveia, sugiro um recheio mais úmido (Vide DICA 1).

Abra as tampas para as tortinhas bem fininhas e cubra os recheios apertando as laterais. Faça um corte ou um furinho na tampa para que o vapor que se forma com a umidade do recheio escape. Duas tortinhas eu deixei sem tampa. No total, fiz 4 tortinhas com tampa e 4 só o fundo, estilo quiche.

Pincele com gema de ovo e asse por 20 minutos, em forno pre aquecido a 180 graus, ou até que fiquem bem douradas, sequinhas e crocantes.

Tortinhas "PacMan" ;)

Tortinhas “PacMan” 😉

DICAS:

  1. Eu aproveitei que era sexta-feira e “limpei” a geladeira. Juntei um pouquinho de tudo e fiz três recheios diferentes:
    • carne moída com legumes e requeijão;
    • linguiça com vagem, no molho bechamel,
    • queijo de cabra, cebolas caramelizadas com tomilho
  2. Esta massa pode se transformar em deliciosos biscoitos crocantes. Abra a massa bem fininha e use um cortador para dar a forma desejada. Leve para assar por 10 a 15 minutos ou até estar crocante. Se quiser polvilhe parmesão, gergelim ou sal grosso antes de levar para assar.

Alimentação Consciente [Mindfullness – Receita para a Vida]

Comecei a meditar. Precisava de um estímulo para seguir em frente sem pirar. Os braços já estavam curtos para segurar tudo aquilo que eu tinha assumido. Não sabia ao certo se, com a idade, este é um fenômeno ou se eu tinha assumido muito mais responsabilidade do que eu conseguiria dar conta. Na verdade, eu sabia. Só não conseguia aceitar…

Por isso fui parar numa sala de meditação. Mas nunca fui de acender incensos, nem de fazer ioga. O mundo lá fora está correndo muito rápido para eu desacelerar. Foi aí que descobri a técnica de Mindfulness. Em uma frase simples, esta técnica é ter “a capacidade de se lembrar”, é a ideia é de estarmos conscientes do que se passa no nosso corpo, na nossa mente, nos nossos pensamentos e nas nossas emoções. Ou seja, de nos lembrarmos de prestar atenção, a ter consciência de nós próprios. Atenção Plena, para sair do automático e estar presente em nossa totalidade numa situação seja ela boa, ou um caos.

Atenção Plena no Presente!

Atenção Plena no Presente!

E lendo muito sobre isto encontrei algumas matérias sobre alimentação consciente, no sentido de não simplesmente mastigarmos e nos nutrirmos. Mas saber o que aquele alimento gera em nós em termos de sentimentos conscientes.

Uma das matérias que li, muito interessante, foi destaque em um artigo do New York Times no ano passado, em que o jornalista Jeff Gordinier visitou um monastério budista, onde os praticantes foram incentivados a comer em silêncio, e mastigar cada pedaço de alimentos como explorando os seus sabores, texturas e cheiros nos mínimos detalhes. Mas comer consciente não tem que ser uma questão de tudo ou nada.

Na verdade, como o artigo de New York Times afirmou, há uma abundância de formas de trabalhar mindfulness em seus hábitos alimentares diários, sem a necessidade de se tornar um monge budista, ou mastigar uma uva passa por três dias seguidos.

Um estudo, por exemplo, acompanhou mais de 1.400 pessoas que praticaram mindful eating (alimentação consciente) e todos mostraram ter menor peso corporal, uma maior sensação de bem-estar, e menos sintomas de transtornos alimentares após a prática. Mas comer consciente só irá funcionar para você puder torná-lo compatível com o seu estilo de vida.

Aqui vão algumas dicas favoritas para introduzir mindfulness em suas refeições de uma forma fácil, acessível e sem ter que transcender a outro estado de espírito!

Coma mais devagar

Comer devagar não significa que você precisa ir ao extremo da mastigação. Ainda assim, é uma boa idéia para lembrar que a alimentação não é uma corrida. Dedicar tempo para saborear e apreciar a sua comida é uma das coisas mais saudáveis que você pode fazer. Por isso programe-se para fazer sua refeição. Dê o tempo necessário para ela. Neste ritual você estará mais propenso a perceber quando está satisfeito e mastigar os alimentos por um pouco mais de tempo ajudará significativamente a digeri-lo mais facilmente, e você provavelmente irá se surpreender com sabores que poderiam ter passado desabercebido. Se você tem filhos pequenos, por que não tentar fazer um jogo? Quem consegue mastigar os alimentos por mais tempo? Ou comer com hashi, pauzinhos japoneses, pode ser uma forma divertida de retardar as coisas.

Devagar e Sempre, porém focada no hoje!

Devagar e Sempre, porém focada no hoje!

Saboreie o silêncio

Comer em completo silêncio pode ser impossível para uma família com crianças, eu sei. Mas você ainda pode encorajar algum tempo de silêncio e reflexão. Mais uma vez, tente introduzir a idéia como um jogo – “vamos ver se podemos comer por dois minutos sem falar” – ou sugerindo que uma refeição por semana seja apreciado em relativo silêncio e depois todos os pensamentos que surgiram naquela refeição possam virar uma história. Se a hora da refeição da família é um momento muito importante para uma conversa, para falar do que aconteceu no dia, na escola ou no trabalho, considere a introdução dessa na sua hora do lanche ou num momento em que coma sem companhia.

Ainda que seja só uma xícara de chá...

Ainda que seja só uma xícara de chá…

Saborear seu chá ou café em completo silêncio quando ela está muito ocupado para uma refeição consciente completa, já vale uns minutos de meditação!

Silencie o telefone. Desligue a TV.

Acho que esta é a dica mais difícil hoje em dia, principalmente para muitos de nós que trabalha divulgando fotos de lugares e comida. Nossas vidas diárias são cheias de distrações e não é incomum comermos com a TV ligada ou um membro da família brincando com seu telefone. Considere fazer a hora da família em alguma refeição do dia. Aquele momento em que todos se sentam a mesa, sem eletrônicos, sem discussões ou confusão. Claro que os momentos de pizza em frente a TV vendo o jogo de futebol acontecerá. Mas a escolha da alimentação consciente deve ser uma regra, não a exceção.

Momento de Gratidão. Pratique!

Momento de Gratidão. Pratique!

Preste atenção ao sabor

O azedo de um limão, o picante da rúcula, o crocante de uma massa de pizza… prestar atenção aos detalhes de nossa alimentação pode ser uma ótima maneira de começar a comer conscientemente. Afinal, quando você come em movimento ou devora suas refeições em cinco minutos, pode ser difícil perceber o que você está mesmo comendo, e muito menos verdadeiramente saborear todas as diferentes sensações de comê-lo.  Você está, apenas, matando a fome. Se você está tentando introduzir alimentação consciente na sua vida, considere pensar mais sobre os sabores e texturas dos alimentos. Em casa, pergunte aos seus filhos qual o gosto do abacate ou como é a textura do brigadeiro na boca. Além da percepção gustativa com certeza o vocabulário a criançada terá um avanço!! 😉

Nosso cérebro é um catálogo de informações que precisamos ordenar

Nosso cérebro é um catálogo de informações que precisamos ordenar

Conheça o alimento

Mindful Eating é, realmente, uma técnica para reavivar o relacionamento com a nossa comida. Plantar uma horta, ou assar o seu próprio pão de fermento natural, ou ainda visitar o produtor local, são atos que nós, defensores do alimento justo e limpo fazemos há anos. Mas não são apenas maneiras de cortar o nosso foodprint de carbono. Temos, também, que nos conectar com a história por trás da nossa comida. Mesmo quando você não tem a mínima idéia de onde o alimento que você está comendo veio, tente questionar a si mesmo sobre: quem plantou isso? Como? De onde veio? Como chegou até aqui? Tenha certeza, você não só vai ter uma gratidão maior pelo alimento, mas também vai notar mudanças nos seus hábitos de compras e desperdícios.

Conheça as suas escolhas

Conheça as suas escolhas

Como eu disse, alimentação consciente não tem de ser um exercício de concentração de super-humano, mas sim um compromisso simples de apreciar, respeitar e, acima de tudo, desfrutar a comida que você come todos os dias. Pode ser praticado com salada ou um sorvete, brigadeiro ou tofu, e você pode praticar em casa, no trabalho, ou até mesmo quando come uma coxinha no caminho para a academia. Mas preste atenção. Coma com prazer. Com a consciência do que está fazendo.

E quando o foco se torna como você come e não o que você come, você perceberá que as coisas que você deseja comer mudarão dramaticamente. Para Melhor!

Você escolhe o alimento que ingere, mas ele determinará quem você é!

Você escolhe o alimento que ingere, mas ele determinará quem você é!

A Assertiva Mindfullness, empresa onde faço meu curso de meditação tem um workshop bastante interessante sobre o assunto para quem tiver mais interesse. E assim que eu for descobrindo novos textos bacanas posto aqui!

“Sorria, você está sendo” 🙂

Piquenique de Mãe [Almôndegas]

Hoje foi dia de #MarmitadeSegunda. Se você não e acompanha pelo Instagram, te explico. Todas as segunda-feiras faço um piquenique com meu filho na escola. É o único dia da semana que almoçamos juntos, então resolvi caprichar. E confesso que este evento muda totalmente o sentimento da segundona pesada. É um acontecimento!

Tudo no maior capricho para espantar o #MondayBlues

Tudo no maior capricho para espantar o #MondayBlues

A escola disponibiliza um refeitório muito bom. Porém, por ser “nosso dia”, prefiro cozinhar comidinha de mãe. Mas já te digo que é tudo sobra. E pode ser sobra do sábado, do domingo, do almoço na casa da avó, a paella da amiga… O importante é ter criatividade para fazer parecer uma comida diferente. Na maioria das vezes quando estou cozinhando faço um pouco a mais exatamente para sobrar. Assim, temos comida caseira, feita por nós, com controle de qualidade 😉  para momentos como este.

Estas almôndegas foram servidas em um domingo qualquer lá em casa. Além de muito versáteis, pois podem ser servidas no molho de tomate e incrementar um macarrão, ou gratinadas sobre brócolis, ou ainda entrar num sanduichão ao melhor estilo Subway. Até servidas no palitinho como petisco! E como são muito fáceis de preparar, normalmente faço logo um montão e congelo. Mas um pulo do gato é congelar após dourar na frigideira ou no forno, nunca cruas. Assim, quando forem para o molho já estarão seladas e ficarão bem suculentas!

Almôndegas de Carne (Serve 24 almôndegas)

No prato da Mama...

No prato da Mama…

Ingredientes:

500g de carne moída (eu usei um contrafilé que, infelizmente, não estava bom para bifes. Moí a carne em casa junto com o bacon. Mas pode ser qualquer carne de sua preferência)

100g de bacon, se possível moído junto com a carne

1/2 xícara de queijo parmesão ralado fino

1/4 de xícara de salsinha bem picadinha

1/4 de xícara de cebola picada bem fininha (ou ralada, mas escorra a água)

3 dentes de alho ralado

1/2 colher de chá de sal

pimenta do reino moída na hora

Meatballs1

1, 2, 3 e já. Almôndegas prontas num instante!

Modo de preparo:

Pre aqueça o forno a 200 graus*.

Caso o bacon não tenha sido moído com a carne, pique-o bem picadinho, passando a faca várias vezes sobra a carne.

Misture todos os ingredientes até obter uma massa bem homogênea e os temperos estarem bem distribuídos. Faça o gesto do O.K. com seus dedos. Assim devem ser o tamanho das almôndegas!!! Agora faça as bolinhas, coloque-as em uma assadeira e deixe descansar na geladeira por 30 minutos. Isto fará com que a gordura da carne, bacon e queijo se solidifiquem e as almôndegas não perderão a forma ao cozinhar.

Agora você poderá dourá-las no forno, ou na frigideira. Eu usei a frigideira com um fio de azeite, porque gosto de aproveitar para já fazer o molho de tomate aproveitando os pedacinhos que ficam grudados no fundo. Nesta fase queremos apenas dar cor porque o cozimento será no molho.

Aqui está o pulo do gato para almôndegas bem suculentas e umidas.

Aqui está o pulo do gato para almôndegas bem suculentas e úmidas.

Se for congelar, retire as almôndegas da assadeira/frigideira e deixe esfriar. Congele separadamente e somente depois coloque-as em um saco para congelamento ou um pote hermético.

Se for cozinhar no molho, faça o molho de sua preferência na frigideira e nos últimos 10 minutos finais acrescente as almôndegas para finalizar seu cozimento.

Sirva fumegante!

...ou no prato sem glúten!

…ou no prato sem glúten!

DICAS:

  1. Esta mesma receita pode ser feita com carne de porco ou frango. Se utilizar frango aumente a quantidade de bacon, ou adicione 1 gema de ovo para dar mais umidade.
  2. Eu não utilizo ovos inteiros ou pão na receita pois acho que ficam muito secas depois de prontas. A clara do ovo coagula e deixa a almôndega “dura”. Se quiser usar ovo, use somente a gema.

Dia das Mães #ColetivoGatronômico [Cassoulet]

O #Coletivogastronômico está de parabéns pelo tema escolhido.

Que delícia que foi preparar esta receita!  Primeiro foi um desafio, pois receitas de uma panela só existem várias por aí. Mas uma receita que fosse, ao mesmo tempo prática deliciosa e digna de servir no Dia das Mães? Aí estava o pulo do gato!

O que eu queria mesmo era preparar algo que me remetesse ao colo da minha mãe, que aquecesse meu coração. Nesta hora o aconchego fala mais alto. Mas quem quer ficar a manhã toda preparando o almoço?? Bem… eu! :/

Não se preocupe. A receita que eu escolhi além de muito reconfortante e deliciosa é prática e a maior parte do tempo será preparada no forno. É um cozido rústico, que nasceu nas casas camponesas do interior da França, mas precisamente na região da cidade de Carcassone. Foi lá que comi o meu primeiro “exemplar” deste prato e me apaixonei fervorosamente – até uma panela com um cassoulet enlatado eu trouxe na bagagem!

Tem alguém "comendo" meu Cassoulet, diretamente de Carcassone!

Tem alguém “comendo” meu Cassoulet, diretamente de Carcassone! (Reparem que só sobraram os ossos) 😉

Daí em diante testei e testei várias receitas e percebi que a escolha dos ingredientes é a peça chave do sabor deste cozido. Algumas receitas pedem pato, outras frango ou até coelho.

O prato principal com a panela mais que especial que veio de viagem cheia de cassoulet legítimo! ;)

O prato principal com a panela mais que especial que veio de viagem cheia de cassoulet legítimo! 😉

Por aqui adaptei os ingredientes levando em conta sua origem: as linguiças que utilizei são de porcos caipiras, o lombo de porco defumado sobre um fogão a lenha, o bacon, ainda um pedacinho daquele MARAVILHOSO porco lá da Yaguara Ecológico… e as coxas de pato, feitas num confit muito especial…

Para esta receita busque o conforto d os ingredientes locais, orgânicos, vindos da fazenda...

Para esta receita busque o conforto dos ingredientes locais, orgânicos, vindos da fazenda…

Enquanto cozinhava me imaginei numa casinha lá no meio do nada, cheia de convidados para celebrar uma data tão especial! E ao deixar que o fogo fizesse a sua parte, liguei uma música, abri um rosé e desfrutei a vida ao lado de minha mãe e meu filho!

Cassoulet (Serve 4)

Comida reconfortante como colo de mãe!

Comida reconfortante como colo de mãe!

Ingredientes:

200g de bacon cortado em cubos grandes

200g de lombo de porco defumado cortado em cubos grandes

200g de linguiça de lombo de porco

200g de coxas de pato cortadas em pedaços (eu usei coxas inteiras confitadas para servir. Receita facílima aqui)

1 cebola grande cortada em cubos grandes

8 dentes de alho ineiros, descascados

2 cenouras grandes cortadas em rodelas grandes.

300g de feijão branco deixado de molho em água quente de véspera

4 raminhos de tomilho

1 folha de louro

sal e pimenta do reino a gosto

1l de caldo de frango

1/2 xícara de farinha de rosca

1/2 xícara de queijo parmesão ralado

Modo de Preparo:

Primeiramente escolha a sua melhor panela; pode ser a mais bonita ou a mais afetiva. Não se esqueça que esta é uma receita de uma panela só. Vai do fogão, ao forno e à mesa.

Aqueça o forno a 160 graus.

No fogão coloque a panela para aquecer e junte o bacon. Frite até ficar bem dourado e soltar a gordura. Acrescente a linguiça e deixe dourar dos dois lados. Junte o lombo e os pedaços de pato, se estiver usando. Frite bem até dourar e o fundo da panela ficar escuro. Se for usar as coxas inteiras confitadas, acrescente uma colher da gordura do pato à panela. Acrescente a cebola, os dentes de alho e a cenoura e refoque. Junte o feijão branco, o tomilho, a folha de louro sal e pimenta e o caldo de frango.

Se o aroma da minha cozinha pudesse entrar na sua... <3

Se o aroma da minha cozinha pudesse entrar na sua… ❤

Deixe levantar fervura, tampe e leve ao forno por 45 minutos ou até que o feijão esteja cozido.

Retire do forno e polvilhe a farinha de rosca e o queijo parmesão ralado. Volte ao forno por 15 minutos ou até que se forme uma “casquinha” dourada.

Por baixo desta casquinha dourada e crocante um dos pratos mais saborosos e reconfortantes... Como colo de mãe!

Por baixo desta casquinha dourada e crocante um dos pratos mais saborosos e reconfortantes… Como colo de mãe!

Sirva imediatamente com a coxa de pato e não se esqueça de brindar às mães!

Um prato rústico, mas com sabor do conforto,

Um prato rústico, mas com sabor do conforto

DICAS:

  1. Você pode substituir o pato por frango, mas já aviso que se arrependerá! 😉
  2. Carne de vitela, coelho e cordeiro também podem ser acrescidos ao cozido. Lembre-se: este é um prato camponês!

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Como coração de mãe: sempre cabe mais um!

Como coração de mãe: sempre cabe mais um!