Sobremesa gourmetizada [Arroz Doce com laranja, cravo e cardamomo]

Eu sou muito purista quando se trata de receitas tradicionais. Não me venha com feijoada de frutos do mar, ou cassoulet de abóbora!!! Feijoada e Cassoulet são os nomes do prato e não seu modo de preparo. Nada de mudar! 😉

Xi… Mas este arroz doce, então?? Deu ruim?!? Na verdade, esta é uma sobremesa que eu preparava quando tinha a Romã Armazém Gourmet, no bairro de Pinheiros. Foi um sucesso e tive que me render à receita não tradicional de arroz doce que eu nem gosto muito. Talvez por ter comido muito arroz doce ruim na infância, com aquela nata do leite grossa e uma capa dura de canela por cima do arroz cremoso, torcia o nariz para a sobremesa.

E nada melhor do que se reinventar e variar o “tempero” para voltar a gostar de certas comidas, não é mesmo? [ Desculpinhas para poder gourmetizar o arroz doce 😀 ]

 

Arroz Doce com Laranja, Cravo e Cardamomo (Serve 8 porções)

Arroz_Doce_laranja

Não seja purista. Prove! 😉

Ingredientes:

2 xícaras de leite

1 xícara de água

1/4 de xícara de açucar demerara

1 colher de sopa de casca de laranja baia cortada finamente (julienne)

3 bagas de cardamomo abertas e retiradas as sementes

5 cravos da índia, ligeiramente esmagados para extrair mais aroma

1 xícara de arroz arbóreo

suco da laranja

Modo de Preparo:

Em uma panela coloque o leite, a água, o açúcar e os “temperos”: casca da laranja, o cardamomo e os cravos em fogo baixo para infusionar. Se você não gosta de cravos na preparação final (eu não) use um infusor de chá para colocar as especiarias, ou faça um sachê com uma gaze. A casca de laranja eu recomendo deixar no leite pois cozinhará e ficará deliciosa de se mastigar!

Aqueça em fogo baixo até ferver. Tampe a panela e deixe descansar por uns 5 minutos. Ainda com o infusor de chá na panela, acrescente o arroz e cozinhe por 20 minutos, ou de acordo com as instruções do pacote, mexendo ocasionalmente para não grudar no fundo da panela. Na metade do tempo, antes do líquido começar a secar eu recomendo retirar o infusor para não ficar todo grudado de arroz!! 😉

Para esta sobremesa eu não gosto muito do arroz al dente, como fazemos para risoto. Prefiro mais cozido. Mas é meu gosto pessoal. Se preferir pode fazer mais durinho, também!!

Após cozido a preparação estará bem cremosa pois o arroz arbóreo solta bastante amido. Acrescente o suco da laranja e mexa bem.

Deixe esfriar e delicie-se!

A Vida pode ser mais Doce do que você imagina! [Carlo’s Bakery SP]

A convite da Journal, Assessoria de Imprensa da Carlo’s Bakery no Brasil, fui conhecer – finalmente – a nova casa do Cake Boss.

Eu já tinha tentado me aproximar daquelas vitrines maravilhosas por várias vezes, mas sem sucesso. Bem… Com muito sucesso. Para ele. As filas homéricas, que chegavam a mais de 1 hora de espera, não faziam parte do meu dia-a-dia.

Qual foi a minha felicidade quando recebi a ligação da super amável Luciana, dizendo que haveria uma possibilidade de eu entrar sem encarar a fila! [Deus existe e me achou!!!].

Eu já havia provado os doces maravilhosos do Cake Boss das unidades de Times Square e Philadelphia. Mas será que o santo da casa faz milagres, mesmo? E como!!

Cheguei cedo, assim que abriu a casa, e nem vi sombra de fila. Fui logo fotografando, filmando, quem viu no Stories do Instagram, com certeza babou muito na tela! E está na cara que ali não tem nada de milagres. Mas um trabalho bem feito e muito bem adaptado ao paladar doce, doce, doce do brasileiro. Ele soube acertar em cheio! O cupcake de paçoca, algo que não existe lá fora, é indubitavelmente um doce que ninguém deixa de arregalar os olhos ao ver essa delícia na vitrine.

Abra a boca e feche os olhos! Paçoca!

Mas com certeza, quem vai até lá não deixa de provar o canolli, seu carro chef e símbolo da doceria originaria italiana. Eu peguei os canolli “no flagra”, recém saídos da cozinha e sendo colocados na bandeja expositora. Mais frescos e crocantes impossível!

“Drop the Gun; take the Canolli”

Outro doce que eu não deixaria de provar se fosse você é o maravilhoso mousse de chocolate ou maracujá. Essa redoma cobre um maravilhoso creme aveludado que se espalha na boca de maneira sedosa e delicada. Impossível descrever em palavras. Vá já provar o seu!

Mousse de Chocolate ou Maracujá Sedosa e Delicada

Mas o Gran Finale, para mim, foi o Cupcake Red Velvet. Incrivelmente macio e umido, coisa que a maioria dos cupcakes da cidade deixam a desejar. E a cobertura de cream cheese estava na medida perfeita. Não muito doce, nem muito gordurosa. Simplesmente me levou aos céus e me fez voltar para a segunda mordida! E aquela outra cupcakeria americana que pretende colocar os pés em terras brazucas logo, logo, acaba de perder uma fiel (ex) cliente. Meu coração pertence ao Buddy!

I’m in Heaven!

Ainda levei para casa um Lobster Tail tradicional e de Chocolate, que foram devorados na minha ausência. I don’t care. Motivo para voltar!

Eu aconselho chegar cedo. Não peguei fila e os doces estavam fresquíssimos. A variedade era enorme e a vitrine estava bem abastecida.

Pretendo voltar num outro dia e horário para ver qual a impressão. Mas se fosse dar o veredicto final hoje, diria que SIM! Vale a pena!

R. Bela Cintra, 2182 – Jardins, São Paulo – SP

 

Cook it, do pote à mesa com muita qualidade

Que Dili

Você adora cozinhar, mas lhe falta tempo? Não sabe como escolher os ingredientes e combinar sabores? Ou acha difícil calcular as quantidades dos ingredientes?

Se você respondeu sim às perguntas acima, eis uma novidade que irá ajudá-lo a cozinhar de maneira simples, rápida e deliciosa!

A Cook it é uma empresa de receitas semi prontas, feitas com produtos de qualidade, pare serem finalizadas em casa. São cerca de 18 produtos, entre risotos, sopas, polentas, cookies, brownies, panquecas e pães, embalados com quantidade exata para cada prato, de preparo rápido, basta seguir o passo á passo descrito na  embalagem e adicionar ingredientes que temos sempre á mão, como água, azeite ou manteiga. Em poucos minutos a sopinha de legumes caseira estará na mesa, ou as panquecas de blueberry (minhas favoritas),  quentinhas para aquele café da manhã de domingo demorado!

Testamos as panquecas, as sopas, os cookies e o Beer Bread, lançamento…

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#ColetivoGastronômico traz Receitas de Família [Panquecas de Carne da Bisa Candu]

Receita de Família é algo muito controverso por aqui em casa. Minha mãe aprendeu a cozinhar com sua mãe. E eu com ela. Mas como estudei gastronomia sempre fazia algumas “alterações” nas receitas passadas de gerações. Coisas de foodie. E isso nunca foi um ponto pacífico por aqui.

Mas uma receita que nunca foi alterada – bem… quase! – foi a receita de panquecas de carne da minha avó, que chamávamos carinhosamente de Bisa Candú. Minha avó teve uma vida muito dura, criando, praticamente sozinha seus 5 filhos. Meu avó era caixeiro viajante e saia pelo mundo para ganhar o sustento da família. E era a Dona Candida que ficava a frente da família.

Me lembro de sua tortilla espanhola feita com vagens. E era assim que eu sempre imaginei que fosse. Anos depois, fui descobrir que a receita original leve batatas e cebola, mas que, provavelmente, na sua receita colocava vagem porque era a “xepa” da feira!

Esta receita de panquecas era um pedido unânime entre os netos. A carne bem temperada e “molhadinha” recheava uma massa fininha, quase uma renda, que nunca consegui reproduzir. Talvez fosse o segredo que levou com ela e que nunca saberei em vida! 😉

A receita é tão emblemática que foi parar nos murais do Museu da Imigração, na exposição Migrações à Mesa, onde o nosso caderno de receitas está exposto. Fica aqui o meu convite para visitá-la. Uma exposição linda, singela, feita com uma curadoria exemplar e cuidadosa, com muita história culinária para contar a partir do caderno de receitas de várias famílias paulistanas. Nós somos uma delas!!! 🙂

As panquecas da família ilustrando o mural da Exposição Migrações à Mesa

As panquecas da família ilustrando o mural da Exposição Migrações à Mesa

Panquecas de Carne da Bisa Candú (Serve 4 pessoas)

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

Ingredientes:

Para a massa:

240 ml de leite (1 xícara)

2 ovos inteiros

60 ml de óleo vegetal (1/4 de xícara de chá)

180 g de farinha de trigo (aproximadamente 1 e 1/2 xícaras de chá)

15 g de queijo parmesão ralado (3 colheres de sopa)

Para o recheio:

1 colher de sopa de azeite de oliva

500 g de carne moída (usei patinho)

1 cebola média picada finamente

2 dentes de alho picados

1 colher de sopa de cominho (está aí o seu segredo do recheio)

1 folha de louro

3 tomates italianos sem pele e sem semente picados ou “esmagados”, como a bisa fazia

1 xícara da azeitonas verdes sem caroço  – a Bisa adorava azeitonas, mas colocava com caroço!

sal e pimenta do reino a gosto

200 g de queijo queijo mussarela ralado para gratinar

Salsinha picada para finalizar

Modo de Preparo:

Começar preparando o recheio. Em uma panela colocar o azeite para aquecer e acrescentar a carne. Fritar em fogo bem alto, mexendo sempre, para que doure e não cozinhe soltando água. Adicionar a cebola e o alho e fritar bem, por uns 3 minutos. Tempere com o cominho, misturando sempre e adicione a folha de louro.

O segredo era o cominho... Será?

O segredo era o cominho… Será?

Reduza o fogo para médio e acrescente os tomates. A Bisa ia esmagando os pedaços de tomates com as costas da colher para se desfazerem no refogado. Deixe cozinhar em fogo baixo por 5 minutos, com a panela tampada.

Acrescente as azeitonas e tempere com sal e pimenta. Lembre-se que as azeitonas já são salgadas! Manere no sal.

Desligue o fogo e vamos à massa:

No liquidificador bata o leite, os ovos e o óleo. Acrescente o queijo ralado e a farinha aos poucos. Talvez você não precise usar toda a farinha. O ideal é uma massa com consistência quase líquida, para fazer uma panqueca bem fininha, como as da Bisa.

No fogão, aqueça uma frigideira anti aderente. Se você não confia no poder antiaderente de sua frigideira, unte com um pouco de óleo ou azeite passando com um papel toalha.

Coloque uma concha de massa na frigideira fazendo movimento circulares para que toda a superfície da frigideira esteja coberta. Deixe assar por 2 minutos. As bordas começarão a soltar. Com a ponta dos dedos, ou com a ajuda de uma espátula vire a panqueca e asse do outro lado.

A panqueca de rendinha

A panqueca de rendinha

Repita até usar toda a massa. A Bisa tinha muita prática e já ia recheando as panquecas enquanto uma outra estava assando. Mas você poderá empilhá-las num pratos e rechear odas de uma vez.

Coloque o recheio no meio da panqueca, com generosidade! E enrole-as formando um cilindro. Eu não gosto de fechar as bordas para que todos possa ver o recheio. Mas transfira com cuidado para um refratário, untado com um pouco de azeite para não sair o recheio pelas laterais.

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

As melhores receitas são aquelas que te evocam boas lembranças

Cubra com o queijo mussarela ralado e leve para gratinar por 5 minutos sob o grill do forno. Salpique salsinha e libere suas memórias gastronômicas! ❤

Uma homenagem a minha querida avó. Estamos aqui brindando em sua homenagem, Bisa Candú!

Uma homenagem a minha querida avó. Estamos aqui brindando em sua homenagem, Bisa Candú!

Para mais receitas de família acesse os blogs participantes do #Coletivo Gastronômico

#ColetivoGastronômico

#ColetivoGastronômico

Praticidade para uma Segunda Sem Carne [Polenta Cremosa com Cogumelos e Tomatinhos Confit]

Cada dia temos uma nova tarefa a ser cumprida na agenda da vida louca que levamos. Estamos sempre acrescentando tarefas. Nunca tirando… Isso é uma pena. A vida deveria ser mesmo levada de uma maneira mais leve. Mas são poucos aqueles que seguem este mantra. Uma pena.

Eu mesma tenho um roteiro diário que se inicia as 6 da manhã e segue dia adentro com pouco descanso, quase sem nenhum respiro: é filho, marido, casa, trabalho, blog, corre para eventos, almoço nos Jardins, café em Pinheiros, segunda sem carne, terça sem glúten, quarta… Ufa!

Tem dias que logo cedo já deixo o almoço pronto e o jantar adiantado. Será que vale a pena esticar tanto os braços para abraçar o mundo deste jeito? Confesso que ainda não cheguei a uma conclusão, mas parece que sim, pois se estou nessa!…

Mas uma ajuda sempre é muito bem vinda. Por isso que lancei os potes de comidas da #Cookit. Este não é um jaba, hein?!? 😀 Mas acredito muito no que faço, não só porque a idéia é boa, mas porque me ajuda mesmo! E pode te ajudar. O jantar já está pronto e ainda são 7:30 da manhã! É chegar em casa e aquecer. E tudo isso levou menos de 15 minutos, acreditem!

Por que não tentar você também? As vezes, tudo o que precisamos é de uma mãozinha. Let’s Cook it®!

Polenta Cremosa com Cogumelos e Tomatinhos Confitados (Serve 4)

Tá na mesa! E você prepara em 15 minutos.

Tá na mesa! E você prepara em 15 minutos.

Ingredientes:

1 pote de Polenta com Ervas de Provence Cook it®

Maravilha do mundo moderno!

Maravilha do mundo moderno!

1 bandeja de tomatinhos sweet grape ou cereja

2 dentes de alho

1 ramo de alecrim

1 ramo de tomilho

azeite de oliva, o quanto baste para cobrir os tomates

1 bandeja de cogumelos shimeji, cortados em floretes

1 dente de alho picado

Flor de Sal, o quanto baste

Pimenta do reino moída na hora, o quanto baste

Modo de Preparo:

Aqueça o forno a 120 graus.

Coloque o conteúdo do pote de polenta em uma panela. Acrescente água, conforme as instruções de preparo e mexa bem. Leve a panela o fogo e deixe cozinhar, em fogo baixo por 10 minutos.

Enquanto isso prepare os tomates. Coloque-os em uma assadeira, juntamente com os dentes de alho, as ervas e cubra com o azeite de oliva. Quanto mais rasa a assadeira menor quantidade de azeite você precisará. Leve ao forno por 10 a 15 minutos.

Uma conserva coringa para as horas de aperto

Uma conserva coringa para as horas de aperto

Para preparar os cogumelos utilize uma colher de sopa do azeite em que foram preparados os tomatinhos e aqueça em uma frigideira. Acrescente o alho e doure levemente. Acrescente os cogumelos e refogue até ficarem macios, mas al dente.

Para servir, coloque a polenta em uma travessa, cubra com os tomatinhos e os cogumelos. Regue com o azeite do confit de tomates e tempere com flor de sal e pimenta do reino.

A vida é prática e saborosa!

Guarde na geladeira por até 2 semanas e sirva com polenta, com torradas, com massa, com o que a criatividade mandar!

Guarde na geladeira por até 2 semanas e sirva com polenta, com torradas, com massa, com o que a criatividade mandar!

DICAS:

  1. Se você também preparar este prato com antecedência, cubra com papel alumínio e aqueça no forno a 150 graus por 10 minutos.
  2. Caso não utilize todo o tomate confitado, espere esfriar e guarde na geladeira em um pote de vidro – pode ser o pote da Polenta Cook it® – e cubra com o azeite. Consuma em até duas semanas
  3. Experimente toda a praticidade da linha Cook it www.cookitemcasa.com.br