Saint Marie “Odisséia” Gastronomia

Resolvemos não viajar no feriadão. Bem… Meu marido resolveu. É… O chefe dele resolveu que ele não viajaria pois teria que trabalhar na sexta-feira!

Para me alegrar ele sugeriu um fim de semana über gastronômico! Para mim, seria almoço e jantar, todos os dias nos pontos marcados com um X bem grandão no meu mapinha (sim! Eu tenho este mapinha para não me perder… 😀 ). Para ele um “almocinho de leve na quinta-feira, pode ser?”

Resolvi conhecer o Saint Marie Gastronomia. Já tem uns 2 anos que o chefe líbano-armênio Stephan Kawijian faz sucesso entre os “foodies” da cidade. Com toda a sua fofurice e mercizada, comanda a cozinha e o salão da pequena, mas ampliado rotisseria que virou restaurante.

Como sempre, a primeira coisa que faço é telefonar e logo fui informada que as 12:20 já havia uma espera de 1 hora. Como esperar para comer não é meu forte (veja minha opinião sobre o Mocotó) resolvi desistir. Mas antes de desligar o telefone ouvi a voz dizer para um cliente: “uns 15 a 20 minutos”. Confiei e me convenci que este era o tempo real de espera (e não o tempo para sair a esfiha do forno!!!!).

E lá fomos nós a caminho do Jardim Taboão. Quem diz que o restaurante fica na Vila Sônia, definitivamente não conhece nada de São Paulo.

A espera é longa, mas pegue uma cerveja e sinta-se em casa!

A espera é longa, mas pegue uma cerveja e sinta-se em casa!

Lugar simples e informal onde sempre cabe mais 1

Lugar simples e informal onde sempre cabe mais 1

O restaurante/rotisseria não tem placa na porta. Nem precisa. Numa rua tranquila e essencialmente residencial as pessoas já se aglomeram na calçada e no estacionamento tentando fugir do sol enquanto esperam ansiosos pela chamada de seu nome.

O sistema é simples: vá até o balcão, dê seu nome para a Sabrina que anota no papelzinho e parece decorar o seu rosto, pegue uma cerveja e um petisco e busque seu lugar ao sol; ou longe dele! Espalhada pela calçada estão cadeiras e algumas mesinhas improvisadas o que faz a espera ser mais branda. E ali você já pode degustar a coalhada seca com pão pitta crocante e quentinho que é uma cortesia da casa. E vem devidamente servida pelo super fofo, sorridente, querido e simpático cozinheiro (ao chegar perguntei se ele era o chef dali e ele me respondeu: não. O chefe aqui é o Governo!).

Para não morrer de fome o fofíssimo, simpático e sempre sorridente Stephan Kawijian serve coalhada seca com pitta quentinho

Para não morrer de fome o fofíssimo, simpático e sempre sorridente Stephan Kawijian serve coalhada seca com pitta quentinho

Como nossa espera seria mesmo longa, fomos também de esfiha de bottarga (ovas de tainha) que estava simplesmente divina. A massa é muito boa, macia e fofinha (!). Quem conhece esfiha de verdade sabe do que estou falando… E esfiha de cebola. Uma delícia. Cebola caramelizada e farta. E a massa outra vez, derretendo na boca!

Esfiha de Bottarga: ponto alto da visita

Esfiha de Bottarga: ponto alto da visita

E o restaurante não parava de lotar. Resolvi entrar e observar o salão. Apenas dois garçons dando conta do recado com a ajuda do chefe que deve ter sido bailarino na adolescência tamanho o jogo de cintura de correr de um lado para outro e desviar das mesas e cadeiras apinhadas pelo salão. Resolvi ajudar. Não sou boba nem nada e queria que todo mundo fosse atendido logo e liberasse minha mesa. 🙂 Ajudei com cardápios, recolhi os potinhos de coalhada seca e até pedido de cerveja tirei! Ah! Mas a cerveja é self service. Se o garçom demorar você mesmo pode ir a geladeira e pegar a sua. Só não se esqueça de avisar no balcão.

Minha ajuda valeu. Finalmente sentamos ao lado de dois senhores muito simpáticos com os quais papeamos o resto da tarde! As mesas são tão próximas que é impossível não ouvir e participar da conversa alheia!

Kibe Montado: uma refeição

Kibe Montado: uma refeição

De prato principal escolhemos o kibe montado. Se estiver na dúvida esta é uma boa opção: kibe cru, kibe assado, tabule, mais kibe cru, coalhada seca e cebola caramelizada. Tudo isso num prato só. E estava muito bom. Os temperos na medida certa dizendo na boca: aqui se faz jus à fila. Claro que a performance do Stephan ajuda muito. Comer no Saint Marie é todo um evento!

Paletas de cordeiro e Moussakas também desfilaram pelo salão, mas foi impossível conseguir comer algo mais. Para não sairmos de lá sem um atestado de comida boa, ainda pedimos o polvo a galega que estava muito macio e suculento. Prova de que ele entende, sim, de cozinha. E não só a árabe.

A famosa mousse de chocolate com calda de maracujá não foi nossa escolha para sobremesa apesar de circular em 2 de cada 3 mesas do restaurante. Preferimos continuar na essência.

Baklava de pistache: preparada na hora, vem morna e muito crocante

Baklava de pistache: preparada na hora, vem morna e muito crocante

Halawi: só quem realmente sabe das coisas consegue preparar um doce suave quem não parece areia de praia!

Halawi: só quem realmente sabe das coisas consegue preparar um doce suave que não pareça areia de praia!

Stephan está por ali há mais de 20 anos, onde antes só existia a rotisseria. Já faz mais de 5 que dança este samba do crioulo doido no salão. E parece não se arrepender! A cada cliente que sai do seu restaurante é um apero de mão, um beijo, uma foto e um MERCIZÃO.

Saint Marie Gastronomia 

Rua Dom João Batista Costa, 70 – Jardim Taboão

Fone: (11) 3501 7552

Somente almoço de segunda a sexta de 12h00 às 15h00; sábado e feriado, 12h00 às 17h30. Domingo fechado. Rotisseria funciona até as 20h

Conte-me o que achou do post:

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s